quarta-feira ,30 setembro 2020
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Debate reforça apoio à emancipação de Icoaraci

Distante 20 km de Belém, Icoaraci, distrito da capital paraense, possui cerca de 330 mil habitantes e é formado por nove bairros, entre eles Pratinha, Coqueiro, Tapanã e Paracuri. Há mais de 30 anos a população anseia pela emancipação política e administrativa do município. O assunto já centralizou muitos debates e divide opiniões entre as autoridades locais. Com o objetivo de reunir moradores, representantes do poder público, associações e membros do Movimento Pró-Emancipação, uma sessão especial foi realizada na manhã desta quinta-feira, 28, na Câmara Municipal de Belém.

O proponente da sessão, vereador Emerson Sampaio, justificou que o encontro é uma forma de possibilitar a discussão e o pronunciamento dos moradores sobre as questões que envolvem a emancipação e principalmente sobre a viabilidade do projeto de emancipação de Icoaraci que está tramitando na Alepa. O parlamentar falou sobre a motivação do movimento. Para ele o executivo municipal não dá a atenção necessária para o município. “Temos prédios, empresas,atividades econômicas, arrecadação, mas acabamos ficando no esquecimento. Precisamos buscar providências e criar estratégias em prol da emancipação do distrito”.

Um estudo feito pela Assembléia Legislativa do Estado do Pará comprovou que existe viabilidade no pedido dos moradores. Segundo a Constituição Federal, se o município tiver mais de 5 mil habitantes, centro urbano constituído, receitas, entre outros, é possível a emancipação. A apresentação do estudo foi feita por Antônio Viana, presidente do Movimento Pró-Emancipação de Icoaraci. Ele enfatizou inclusive o plebiscito realizado no distrito, na década de 80, mas o governador na época não atendeu aos moradores. “Vamos continuar a nossa luta. Não queremos ser tratados como bairro de periferia. Somos grandes, temos cultura, precisamos de valorização”, afirmou.

O presidente das Associações Emancipalistas, Antônio Pantoja, afirmou que grande parte da população não sabe o que é criar um município, quais os critérios e por isso não entende os rumos do movimento. Ele também ressaltou que nada vai acontecer se a população de Icoaraci não se manifestar, não debater, não procurar quem pode mudar a realidade. “Estamos em busca de apoio político, pessoas que possam nos ajudar a levantar essa bandeira”, disse.

A representante da Casa Civil, Eugência Prestes, em nome do Governo do Pará, afirmou que o momento é de ouvir as demandas e os anseios da população para saber se há a viabilidade do município se tornar independente. Ela teve acesso ao estudo e se comprometeu a levar para conhecimento e manifestação do governador Helder Barbalho.

Outros vereadores também se posicionaram sobre o assunto. Nilda Paula, moradora de Icoaraci, destacou que é preciso saber se existem condições práticas para a mudança. “Não é  pensar só na parte política, interesses pessoais, mas se isso vai ser melhor em termos de empregos e qualidade de vida”. Toré Lima e Maciel Manão também partilharam da mesma ideia afirmando que só seriam a favor diante de condições reais do município ser independente sem prejudicar o orçamento público.

A moradora Maria Viana foi até a tribuna afirmar que a busca pela emancipação é uma tentativa de ter uma administração mais próxima. Para ela as principais dificuldades estão na infraestrutura, educação e transporte. “Sofremos muitas consequências e temos pré-requisitos na lei para que haja essa separação”. Orlando Brito, também morador, é a favor da emancipação para o desenvolvimento do local e pela distância com o centro administrativo. “Isso não se deve só a um político em especial. Falamos de anos, de muitos gestores que já passaram e a dificuldade é a mesma”, ressaltou.

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