sexta-feira ,25 setembro 2020
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CMB pede reavaliação de liminar que negou atendimento à população em hospitais militares do Pará

Foto: Blog O Direito do Militar

A liminar que negou que os hospitais militares do Pará atendam pacientes da população civil acometidos pelo covid-19 foi tema de debate entre os vereadores durante o “Plenário Virtual” desta terça-feira, 19. A decisão foi de 11 de Maio de 2020 da Justiça Federal da 2º Vara Civil do Pará. O requerimento aprovado, de autoria do vereador Rildo Pessoa (PTB), inseriu matéria no anais da casa sobre o assunto, pediu que a decisão seja reavaliada e que sejam tomadas as providências legais necessárias para que todos os hospitais federais do estado passem a ajudar no tratamento de pessoas infectadas pelo coronavírus e abram as portas para a população.

O autor do requerimento solicitou que o documento seja encaminhado em caráter de urgência para o Presidente da República, Jair Messias Bolsonaro, Presidente do Senado, Davi Alcolumbre, o Presidente da Câmara Federal, Rodrigo Maia, o Ministro de Estado da Saúde, ao Procurador-geral de Justiça do Ministério Público do Pará, Gilberto Martins e a Superintendente do Ministério da Saúde do Pará, Marli da Rosa. “Vivemos uma crise sanitária, milhões de pessoas morrendo, outras milhões em sofrimento. Temos que pedir ajuda de todos. Que a procuradoria do poder legislativo possa também intervir e nos ajudar a reverter essa decisão”, afirmou Rildo Pessoa.

Pablo Farah (PL) se pronunciou dizendo que esse é o momento das forças armadas ajudarem a população e também dos recursos federais beneficiarem o povo. “O exército é protetor das instituições. É momento de abrir as portas e atender a sociedade que tanto precisa e que está morrendo por conta desse vírus”, afirmou Pablo.  Sargento Silvano (PSD) acrescentou que é a hora do governo federal, que não tem ajudado em nada, contribuir com a população. “Estamos numa grave crise da saúde e os números no interior estão crescendo assustadoramente. Temos que abrir o 4º batalhão, as unidades de Marabá, Santarém e Breves para atender atendimento”, afirmou.

O vereador Paulo Queiroz (MDB) destacou que a doença chegou na nossa família, na igreja e temos que buscar ajuda em todos os locais. Moa Moraes (PSDB) ponderou que o governo federal tem ajudado muito e lembrou que acabaram de chegar 50 aparelhos respiratórios com ajuda da gestão Bolsonaro. “Cada um tem feito o seu papel. Bolsonaro, Hélder e Zenaldo”, disse Moa. Como médico, Dr. Elenilson Santos (Avante) reiterou que é preciso analisar se os hospitais militares têm estrutura para realizar atendimentos, se tem retaguarda. “Não é simples assim abrir as portas. Será que tem profissional suficiente? Equipamentos adequados? Vamos ser prudentes”, disse Elenilson.  

Fernando Carneiro (PSOL) destacou que a tese inicial é de que ainda vamos chegar ao pico da doença e já estamos em colapso na saúde pública. O vereador disse ainda que não sabe o que o Governador Hélder falou para o ex-Ministro Mandetta mudar de ideia ao informar que já passamos do momento mais crítico, visto que os números só aumentam. “Queria registrar aqui o meu repúdio de que a CMB não tem debatido projetos de enfrentamento a pandemia”, falou Carneiro. Nazaré disse que votou sim ao requerimento mas ressaltou que existe a falta de um planejamento nacional e que deveríamos ter informação em tempo real de quais hospitais tem vaga, sejam particulares ou privados. Para ela, isso também ajudaria no combate ao coronavírus.  

Nilda Paula (PSD) criticou que tem pessoas que só sabem reclamar. “Reclamam que não se faz projeto pra enfrentamento do covid, mas esse projeto é para que o parlamentar possa aparecer em ano de eleição ou para de fato ajudar a população? Vamos deixar de criticar o prefeito, o governador e vamos fazer o que cabe a nossa missão como vereadores”. Marciel Manão (Avante) concordou e pediu menos politicagem e mais humanismo. “É preciso união. Ninguém estava preparado pra enfrentar o vírus no Brasil e no mundo. Discordo que os gestores não façam nada. Todos estão lutando como podem e nós também”, concluiu.

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