domingo ,22 outubro 2017
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Vereadores são impedidos de entrar no Aterro Sanitário de Marituba

Conforme programado, uma comitiva de mais de 20 parlamentares foi até o Aterro Sanitário de Marituba, na manhã desta quarta feira, 15. A intenção era fazer uma visita técnica para cobrar da empresa um posicionamento em relação ao que tem sido denunciado pelos moradores da área, de forma que o poder público pudesse ajudar a encontrar uma solução para reduzir os impactos. “A população está cobrando do legislativo e os parlamentares têm que dar uma resposta urgente”, disse o vereador Gleisson (PSB).

Os vereadores foram impedidos de entrar no Aterro pela direção da Revita, empresa responsável pelo tratamento do lixo da Região Metropolitana de Belém. “Quem não deve, não teme. Não sei porque fecharam as portas. Queríamos  ver o tamanho do problema”, relatou Emerson Sampaio (PP). A vereadora Simone Kahwage (PRB) acrescentou que o tratamento que foi dado aos parlamentares foi desrespeitoso e disse que é uma humilhação para os vereadores e para a população estar à mercê de uma empresa que não cumpre o que foi estabelecido em contrato.

O aterro de Marituba está funcionando deste 2015, após a desativação do lixão do Aurá, em cumprimento a uma lei federal que extinguiu os lixões a céu aberto. A área, onde mais de 1200 toneladas de lixo são depositadas por dia, tem 100 hectares e equivale ao tamanho de um campo de futebol. O município de Marituba tem cerca de 120 mil habitantes. Quem mora perto do lixão reclama do mau cheiro que invade ruas e casas. Hélio Oliveira, morador de Marituba e representante do Fórum Permanente Fora Lixão de Marituba, considerou importante a presença dos vereadores no local e achou louvável  a atitude dos parlamentares de conferir de perto a realidade vivida na área. “Em respeito aos moradores, queremos saber o que vai ser feito aqui a partir de agora e quais são as mudanças previstas. Não pode continuar do jeito que está. Os gestores municipais não estão inertes pra esse problema. Estamos querendo minimizar esses impactos”, afirmou a vereadora Blenda Quaresma (PMDB).

A discussão sobre o assunto na CMB começou no início do mês de março, quando moradores impediram a entrada e saída de caminhões do aterro. O protesto suspendeu a coleta de lixo na capital, o que prejudicou toda a população. Na última segunda feira, 13, uma sessão especial debateu o assunto com representantes de entidades, movimentos sociais, Prefeitura de Belém, Ananindeua, Marituba e Governo do Estado. Nenhum representante da empresa compareceu à sessão. O vereador Fabrício Gama (PMN) informou que os vereadores não vão deixar de exercer a função de fiscalizar e que a Câmara vai tomar providências. “O jurídico da Câmara vai entrar com uma liminar pedindo autorização para a entrada dos parlamentares. Não vamos mais permitir que o povo seja prejudicado por causa de irregularidades dessa empresa”, disse Fabrício.

 

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