sábado ,23 setembro 2017
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Som automotivo é reconhecido como patrimônio cultural e imaterial de Belém

Autor do Projeto com integrantes da Associação Automotiva do Pará

Foi aprovado à unanimidade, nesta segunda feira, 4, projeto de lei de autoria do presidente da CMB, vereador Mauro Freitas (PSDC) que reconhece como patrimônio cultural de natureza imaterial do município de Belém a sonorização e estilização automotiva. Para Mauro, essa é uma questão importante para a cidade, pois existe uma discordância da população acerca do tema, já que tem gente que usa o som de forma irregular, muito alto. “Queremos regularizar isso e legislar pra que a Polícia Militar e a Dema ajam com mais rigor, mas também queremos valorizar quem tem isso como hobby, quem trabalha com som, gera empregos e respeita o próximo”, disse o presidente.

O projeto aprovado marca o dia 07 de agosto como a data para comemorar o “Dia do Som e Estilização Automotiva em Belém”. A sonorização automotiva é o processo de instalação e ajustes de equipamentos de som em automóveis, seja no interior do veículo, no porta-malas, ou ainda por atrelamento às carretinhas, podendo ser um serviço comercial para publicidade e comunicação ou um hobby de amadores com competições e entretenimento público. A estilização é a alteração da cor do carro, alteração da suspensão e utilização com acessórios. Para circular pela cidade, esses veículos devem estar devidamente legalizados/ licenciados perante os órgãos competentes.

A proposição deixa claro que sons com alto volume que perturbem o sossego alheio só podem ser praticados em locais exclusivamente de competição, apresentação, destinados para este fim pelas autoridades competentes, e pede que as autoridades regulem esses espaços. Vale ressaltar que  segundo a lei federal, o limite permitido para vias terrestres abertas a circulação de pessoas é de 80 decibéis, medidos a 7 metros de distância do veículo. O descumprimento dessa norma sujeita o infrator à advertência, notificação para comparecimento no órgão fiscalizador, multa de dois salários mínimos e apreensão dos equipamentos sonoros.

Para o vereador Elenilson Santos (PTdoB) é importante valorizar pessoas que vivem disso e que geram empregos. “A construção desses veículos movimenta a economia de quem fabrica as peças, do dono da loja que vende e do vendedor que está empregado”, afirmou. Joaquim Campos (PMDB) acrescentou dizendo que “quem incomoda nas ruas não é quem faz eventos, mas sim os que não fazem parte do grupo e que estacionam nos postos de gasolina e fazem baderna”, declarou ele.

Gustavo Sefer (PSD) lembrou que em 2011 foi aprovado um projeto que proibia o uso do som automotivo, o que considerou uma injustiça. Fabrício Gama (PMN) encerrou dizendo que esse grupo valoriza as músicas da nossa terra, tocando o brega, o carimbó e disse que a disputa não é só pelo som, mas também pela estética, pela iluminação. “A realização de um campeonato organizado será um evento na nossa cidade, um entretenimento pra população de Belém, carente disso”.

Integrantes da Associação Som Automotivo do Pará lotaram a galeria popular e aplaudiam a cada pronunciamento. A  aprovação do projeto foi muito comemorada por eles. Para Michele Bastos, presidente da associação, há anos o grupo tem enfrentado uma resistência da sociedade. Segundo ela, criou-se uma impressão de que quem tem som automotivo é baderneiro.  Após a formação da associação, a presidente contou que procurou o vereador Mauro Freitas e recebeu total apoio. “Não queremos só a liberação do som, queremos a regularização e conscientização tantos dos participantes do som automotivo, quanto da população, para que isso aconteça de uma forma harmoniosa na sociedade. Estamos muito felizes e agradecidos”.

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8 Comentarios

  1. Que merda. Vcs tem por acaso noção do que seja cultura? Inúteis!

  2. Vocês estou honrado um dos maiores problemas da nossa cidade, vocês não deram solução para o sofrimento do povo belenense quanto à poluição sonora vinda principalmente de sons automotivos.
    Espero que nenhum de vocês seja reeleito! vocês não representam nossa cidade.

  3. Com tanta coisa pra fazer, vem um sem noção inventar essa palhaçada?!?!?!
    Não tinha outra coisa mais importante pra aprovar?!?!….que se lasca a área da saúde, educação e segurança, não é mesmo?!?!…..O melhor mesmo é transformar em patrimônio o som de um bando de gala seca que aumenta o volume no carro pra chamar a atenção. Sim. Isso é muito mais importante.
    Fico muito mais aliviado de viver em Belém agora que reconheceram o som automotivo como patrimônio.

    Obrigado vereador Mauro Freitas (PSDC), obrigado CMB
    Obrigado Brasil.

  4. Palhaçada Isso,patrimônio histórico Isso kkkkkk
    So rindo mesmo, vergonha de ser paraenses,e de ser representados por pessoas que votam em coisa tão pequenas como som automotivo.

  5. Os proprietários de som poderiam ir comemorar esse feito para a o povo do Pará um um desfile e demonstração de seus “investimentos em Cultura” na frente da casa desse vereador! não seria legal?

  6. Engraçado o meu comentário não foi postado, rssss, porque será vereador Mauro Freitas???????????

  7. Bom dia Vereador Mauro Freitas, postei meu comentário no dia 5 de setembro mas estou verificando que não consta, mas não se preocupe vou comentar de novo:

    Estou deixando a minha opinião neste quadro DEIXE UMA RESPOSTA, como forma de demostrar toda a minha INDIGNAÇÃO a todos VOCÊS, ora denominados VEREADORES DE BELÉM.
    “ORA ME COMPRA UM BODE”, como sempre referencia um Vereador de Belém, em seu programa vespertino em uma rede de televisão de nossa Capital.
    VOCÊS NÃO TEM O QUE FAZER NÃO EM,
    Aprovar uma Lei favorecendo A UM BANDO DE BADERNEIROS, com seus sons diabólicos que infernizam os ouvidos das pessoas decentes de nossa Capital.
    VÃO PROCURAR O QUE FAZER,
    Com tantas mazelas em nossa Capital e vocês que são pagos pelos impostos deste mesmo povo que agora não terá mas direito ao SOSSEGO.
    Mas por outro ângulo, vejo que vocês autorizaram abertamente para que estes mesmos MALUCOS, tenham o DIREITO de infringir a Lei do Sossego Alheio, como também agredirem a Civilidade, a Paz, a Tranquilidade, a Harmonia, bom é melhor eu parar por aqui, que se fosse enumerar não caberia nestes meus comentários.
    Eu sei que minha INDIGNAÇÃO, é somente uma gota d´água, mas serve para dizer que VOCÊS NÃO SÃO OS DONOS DA VERDADE E NEM DE BELÉM.
    Bom, já ia me esquecendo, MEUS PARABÉNS, a Câmara de Vereadores de Belém, por terem contribuído sobremaneira e por terem dedicado o seu tempo em uma SESSÃO EXCLUSIVA, para que o POVO DE BELÉM, fosse PRIVILEGIADO com este GRANDE BENEFÍCIO, pois afinal por que não VOTAR e APROVAR mais uma ESCULHAMBAÇÃO para a nossa sofrida Capital.
    né…………….. Tá certo………………

  8. MPE quer vetar lei que torna som automotivo patrimônio cultural e imaterial de Belém

    A recente e polêmica lei aprovada pela Câmara dos Vereadores, que reconhece o som automotivo como patrimônio cultural e imaterial, deve ganhar um novo capítulo em breve.

    A Promotoria de Meio Ambiente e Patrimônio Cultural do Ministério Público do Estado (MPE) vai solicitar formalmente ao prefeito de Belém, Zenaldo Coutinho, que a lei seja vetada. Caso contrário, a Promotoria pretende ingressar em juízo com a ação pública para anulá-la.

    A justificativa do promotor Benedito Wilson Sá é de que a lei é lesiva ao meio ambiente, já que a poluição sonora é crime, segundo o artigo 54 da Lei de Meio Ambiente.

    O Conselho Nacional de Trânsito (Contran) também baixou uma resolução tornando falta grave para som que vaze de veículo automotivo, podendo acarretar em multa, perda de cinco pontos na carteira e apreensão do veículo.

    O projeto de lei, de autoria do vereador e presidente da CMB Mauro Freitas (PSDC), determinou o dia 7 de agosto como a data para comemorar o “Dia do Som e Estilização Automotiva em Belém”.

    Quinta-Feira, 14/09/2017, 12:27:00 – Atualizado em 14/09/2017, 13:09:29 – DOL – Diário On Line

    Meus PARABÉNS ao MINISTÉRIO PÚBLICO ESTADUAL por tamanha coragem de mostrar que os Vereadores de Belém não são os DONOS DE BELÉM e que com a aprovação desta Lei por unanimidade, cometeram crime, já que a poluição sonora é crime, segundo o artigo 54 da Lei de Meio Ambiente.

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