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Sessão na CMB lembra os dois anos de morte de Marielle Franco

PSOL defende a continuidade da luta social de Marielle Franco.

Em 14 de março de 2018 o assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ) e do motorista Anderson Gomes chocava o Brasil e o mundo tanto pela violência quanto pela audácia dos criminosos que executaram os dois no centro do bairro do Estácio, no Rio de Janeiro.

Para marcar a data, pelo segundo ano o vereador Fernando Carneiro (PSOL) realizou nesta sexta-feira,13, no plenário da Câmara Municipal de Belém,uma sessão especial como forma de lembrar e homenagear a história de luta de Marielle Franco.

A sessão começou com a exibição de vídeos sobre o ato público realizado no dia 15 de março de 2018 no Rio de janeiro, um dia após as mortes de Marielle e Anderson. “Rever toda essa mobilização motiva a gente a nunca esquecer quem foram eles. Por isso a gente está aqui hoje, mesmo com todas as dificuldades que enfrentamos. Obrigado a cada um que hoje participa dessa sessão”, disse Carneiro.

Antes dos pronunciamentos e debate, homenagens em forma de música e poesia emocionaram os presentes.

A vereadora Nazaré Lima (PSOL) comparou a história de luta de Marielle Franco com a de todas as minorias. “Essa é uma data que a gente não queria que acontecesse, mas acaba sendo necessária para fortalecer a nossa luta, a luta para não sermos caladas. Aqui mesmo nesta casa legislativa onde os homens predominam, todos os dias sou interrompida. Marielle enfrentava uma luta muito maior, enfrentava as milícias do Rio de Janeiro. Eu por muito menos me sinto ameaçada. Tentaram calar Marielle, mas criaram foi mais Marielles. Não é fácil a luta das mulheres negras, dos favelados, das lésbicas, transexuais. Não é fácil, mas sempre vai ter quem lute por eles”.

Não à impunidade

PSOL luta para que os mandantes do crime sejam identificados e punidos.

Na última terça-feira, 11, um ano depois da prisão dos acusados a Justiça do Rio determinou que o PM reformado Ronnie Lessa e o ex-PM Élcio Vieira de Queiroz sejam julgados por júri popular pelas mortes da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. Eles respondem por duplo homicídio triplamente qualificado por motivo torpe, emboscada e sem chance de defesa às vítimas.

Apesar disso ainda não há respostas sobre os mandantes e motivos do crime. Para a professora Sílvia Letícia D’Oliveira, do coletivo feminista Marielle Vive e Sintepp, essas lacunas precisam ser preenchidas. ” Precisamos discutir como vamos fortalecer a luta para exigir que os mandantes sejam identificados e punidos. Precisamos discutir como nossos companheiros do campo e da cidade podem viver com segurança. Quantas mulheres continuam sendo assassinadas porque lutam? A morte de Marielle não vai ficar impune. É por isso que nós lutamos ano após ano. As mulheres precisam se organizar para lutar. É esse o recado que Marielle deixou para nós”, enfatiza.

Uma luta universal. Assim a representante do setorial de Mulheres – Nacional do PSOL, Bruna Cavalcante,  avalia a trajetória de Marielle na vida e na política. “Marielle se tornou um símbolo não só para o PSOL, mas para o mundo inteiro. Ela colocava que a luta pela dignidade da população da favela, da população negra e das minorias de modo geral era uma luta comum a todos que buscam uma vida livre, justa e igualitária”.

A pluralidade da atuação da vereadora Marielle Franco na história política do País também foi destacada por Fernando Carneiro. ” Sempre me pergunto por que a morte de Marielle incomoda tanta gente. Eu acho que ela impactou tanto porque era muitas. Toda mulher desrespeitadas nos seus direitos, seja porque é negra, pobre, transexual,homossexual, ou porque busca ocupar o seu lugar na política, sente-se representada por Marielle e tem todo esse direito. Ao matarem Marielle, mataram um pouquinho de cada um de nós”, conclui.

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