quinta-feira ,27 fevereiro 2020
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Sessão na CMB lembra os 15 anos da morte de Irmã Dorothy

Sessão especial em homenagem à Irmã Dorothy foi iniciativa do vereador Fernando Carneiro, do PSOL.

Há 15 anos a notícia do assassinato da missionária norte-americana Dorothy Mae Stang, mais conhecida como Irmã Dorothy, atraía a atenção de todo o mundo para o pequeno município de Anapu no sudoeste do Pará. Para lembrar a data e homenagear Irmã Dorothy, uma sessão especial convocada pelo vereador Fernando Carneiro (PSOL) reuniu nesta terça-feira,11, representantes de entidades ligadas à luta em defesa dos direitos humanos, das florestas, dos povos indígenas do direito à terra, religiosos e amigos da missionária.

Dorothy Stang foi morta com seis tiros pelo pistoleiro Rayfran das Neves Sales no dia 12 de fevereiro de 2005. Ela tinha 73 anos e vivia em Anapu, no interior do Pará, uma área onde conflitos agrários até hoje fazem vítimas segundo os números apresentados pelo vereador Fernando Carneiro. 

Fernando Carneiro: Os crimes por conflitos agrários continuam.

Quinze anos após a morte de Irmã Dorothy, o que podemos constatar é que as condições que levaram a esse crime ainda existem. A gente conclui isso quando sabe que de 2005 a 2020 houve 334 mortes em conflitos de terra no Brasil, sendo 118 no Pará e destes, 19 só em Anapu”, detalhou o vereador chamando na atenção também para o fato de apenas dez dessas mortes terem sido investigadas e punidas pela justiça. 

Exortação

Nesta quarta-feira,12, data exata da morte de Irmã Dorothy, o Papa Francisco lança a exortação apostólica sobre a Amazônia, resultado do sínodo realizado em outubro do ano passado reunindo 184 bispos,a maioria latino-americanos. Para a Irmã Rebeca Lee Spires,da Congregação de Notre Dame de Namur, a coincidência torna a data ainda mais importante porque o documento papal foi feito a partir da escuta das vozes da Amazônia. “Ele manifesta sua capacidade de analisar a situação científica da destruição da terra, a situação econômica e política e também pede não só o  nosso apoio, mas de todos os povos do mundo para que sejamos mais cuidadosos com essa nossa casa, que é de todos nós, o que sempre foi defendido por Dorothy”, disse.

Irmã Rebeca Lee destacou a luta de irmã Dorothy em defesa da Amazônia.

O representante do Conselho Indigenista Missionário (Cimi), Paulo Dutra, fez uma explanação sobre a situação dos povos indígenas no Pará e criticou a postura do presidente Jair Bolsonaro em relação à demarcação de terras e exploração das florestas bem terras indígenas.

Pela Comissão de Justiça e Paz, a Irmã Ana Amélia agradeceu a Fernando Carneiro a iniciativa de homenagear a missionária Dorothy Stang. “Estamos aqui não para celebrar a morte, mas sim a vida. Hoje me solidarizo com as irmãs de Notre Dame e todos os mártires pela questão da terra, pela questão indígena, pela questão quilombola. Quero dar esse abraço solidário porque Dorothy vive e é ressuscitada amanhã por esse documento que defende a Amazônia.

Também se manifestaram sobre o legado de Irmã Dorothy as vereadoras Enfermeira Nazaré e Nilda Paula e a representante da Sociedade de Defesa dos Direitos Humanos, Fátima Matos.

As homenagens a Dorothy Stang continuam na quarta-feira,12, com o ato público “Dorothy presente, Dorothy semente” a partir das 17h na Praça do Operário, em São Brás 

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