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Sessão especial discute inclusão da capoeira como disciplina nas escolas municipais


Fazer valer a lei municipal nº 8319 de 28 de maio de 2004 que institui o estudo e a prática da capoeira como conteúdo transversal das disciplinas do currículo escolar do Ensino Fundamental é apenas uma das metas do coletivo de capoeira mobilizado em defesa da cultura afro-brasileira e indígena que, nesta quarta-feira, 13, teve espaço aberto na Câmara Municipal durante a sessão especial realizada pelo vereador Bieco (PR) para debater as ações e demandas dos capoeiristas de Belém.

O encontro reuniu representantes de associações de capoeiristas, Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Secretaria Municipal de Educação (Semec), historiadores, vereadora Marinor Brito e vereador Emerson Sampaio.

Também foi pauta das discussões a aplicação da lei federal 10.639/03 que propõe novas diretrizes curriculares para o estudo da história e culturas afro-brasileira e africana, segundo as quais os professores deveriam ressaltar em sala de aula a cultura afro-brasileira como constituinte e formadora da sociedade brasileira, destacando a contribuição histórica dos negros na cultura (música, culinária, dança) e as religiões de matrizes africanas.

Roda de capoeira pode virar rotina nas escolas públicas. Foto: Arquivo pessoal/Mestre Bezerra.

Resistência

A proposta do coletivo da capoeira é que o município possa de fato fazer com que essas leis entrem em vigor nas escolas municipais, considerando que a capoeira pode contribuir para o desenvolvimento integral de crianças, jovens e adultos a partir de vários aspectos que vão muito além da atividade física, mas passa pela interação social, o lúdico, história, língua portuguesa e até pela matemática. “Hoje nós temos vários espaços particulares que adotam a capoeira como prática pedagógica, mas dificilmente se vê isso na rede pública municipal, a não ser em algum projeto, ou como atividade extra ou no contraturno” , observa o professor José Jorge Freitas, Mestre Ferro.

” Eu devo muito à capoeira e aos meus mestres. Eu tive a oportunidade de adquirir conhecimento e cultura através da Capoeira. Graças à capoeira hoje eu sou um profissional, sou um pai de família. Então,gente, acreditem na capoeira, porque se ela fez isso por mim, pode fazer por muita gente também” declarou o capoeirista.

“A questão da história da cultura afro-brasileira e indígena já deveria estar sendo trabalhada nas nossas escolas há muito tempo. Está previsto na Constituição. Eu, como mulher, negra, professora com mestrado, pesquisando capoeira, posso dizer pra vocês que eu falo da lei 10.639 com muita segurança, porque conheço esse tema a fundo. É muita resistência”, disse a pesquisadora de capoeira Maria Zeneide.

De resistência também falou Mestre Bezerra, Antonio Bezerra dos Anjos, com o respaldo de quem ostenta o título de embaixador cultural do Brasil em Toronto, no Canadá, ele é um ferrenho defensor da causa dos capoeiristas e fez questão de destacar o apoio que a categoria sempre recebeu da vereadora Marinor Brito (PSOL). Mestre Bezerra também agradeceu a iniciativa do vereador Bieco em levar para a CMB a discussão da capoeira como prática educativa.

O vereador Bieco encerrou a sessão especial agradecendo a participação de todos e se comprometendo a encaminhar as principais reivindicações apresentadas pelos capoeiristas, entre elas a criação do Centro de Referência da Capoeira, mudança do Dia Municipal da Capoeira do dia 13 de maio para o dia 7 de setembro, e uma audiência com o prefeito Zenaldo Coutinho.

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