domingo ,21 outubro 2018
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Sessão especial debate o tema da Campanha da Fraternidade de 2018

O proponente da sessão, vereador Toré Lima/ Foto: José Sampaio

Sob o comando do vereador Toré Lima (PRB), representantes da Arquidiocese de Belém, de comunidades católicas e da Secretaria de Segurança Pública, participaram nesta quinta feira, 15, na Câmara Municipal de Belém da sessão especial que discutiu  o tema da campanha da Fraternidade de 2018.  Definido pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil o tema da Campanha da Fraternidade  deste ano ,“Fraternidade e superação da violência”, tem como lema Em Cristo somos todos irmãos (Mt 23,8)  foi  escolhido após ampla discussão sobre a questão da violência que assola o Brasil e tem entre seus principais objetivos “construir a fraternidade, promovendo a cultura da paz, da reconciliação e da justiça, à luz da Palavra de Deus”.

Para o vereador Toré Lima a Igreja Católica foi muito feliz em escolher esse tema, porque a violência hoje amedronta todo mundo e no Pará a situação vem se agravando a cada dia, na avaliação do parlamentar. “Belém é a terceira cidade mais violenta do Brasil, a décima no mundo e vem numa crescente, o que é mais preocupante ainda. Nós chamamos o debate  para que a gente possa junto com a Igreja,  buscar alternativas, já que o governo do Estado não faz isso e insiste em se manter na sua zona de conforto”,  declara Toré, que se baseia nos dados oficiais do Fórum de Segurança Nacional  para denunciar a falta de políticas públicas que contenham o crescimento da violência no estado do Pará . “Para se ter uma ideia no Rio de Janeiro e em São Paulo os índices de violência tem diminuído nos últimos dez anos. No Rio a redução foi de 39% e em São Paulo, de 32%, enquanto no Pará cresceu quase 92%. Isso significa que no Rio de Janeiro em cada 100 mil habitantes há 31 mortes por violência, aqui no Pará  são 72 mortes violentas a cada 100 mil habitantes o que é um absurdo. E mais ainda é nosso governo  achar isso tudo normal”, desabafa o vereador.

Padre Bruno Secchi / Foto: José Sampaio

Uma doença que precisa de cura urgente. É assim que o padre Bruno Secchi, representante da Arquidiocese de Belém na sessão especial  avalia a situação da violência no país. “Todos esses aspectos da violência tem como base uma sociedade doente.Precisamos curar essa doença e se cura essa doença promovendo e fortalecendo uma cultura de paz, de entendimento, uma cultura de diálogo entre as pessoas e principalmente uma cultura que possa garantir os direitos básicos da dignidade do ser humano”, declara o padre que também é taxativo ao dizer o que falta para que o Brasil alcance essa “cura”. ” Falta criamos vergonha.Todos  nós nas nossas diversas manifestações. O poder público nas suas diversas esferas tem uma responsabilidade muito grande.O dinheiro público tem que ir para a melhoria das condições de vida da população, nunca ser jogado pelo ralo. E temos que priorizar todo um trabalho de politicas públicas que coloquem em primeiro plano aqueles que estão excluídos, aqueles que estão mais à margem, como os nossos jovens, negros e pobres nas periferias que estão sendo dizimados, porque são os principais alvos da violência”, conclui Padre Bruno.

 

Delegada Silvia Rego/ Foto: José Sampaio

Representando a Secretaria de Estado de Segurança Pública no evento, a delegada Silvia Rego, diretora de Prevenção à Criminalidade e Violência da Segup também destacou a importância do tema da Campanha da Fraternidade deste ano, pois considera a criminalidade um fator social e como tal, responsabilidade de toda a sociedade, não só do poder público. ” Essa campanha é fundamental para que todos possamos pensar o quanto é essencial um trabalho conjunto, porque  na questão da segurança pública,  só prender não vai diminuir a criminalidade porque infelizmente  a sociedade produz um número cada vez maior  de jovens que se  desviam para o crime muito cedo. É preciso sim trabalhar na repressão ao crime, mas também na origem, no porquê desses jovens estarem entrando tão cedo na criminalidade. Onde estão suas famílias? São muitos os problemas de violência, abandono emocional, abuso sexual, todo tipo de violações. Então se você não cuida da criança, do pré-adolescente, quando ele crescer não vai lhe dar rosas. Essa é uma reflexão importante que deve ser feita por toda a sociedade”, alerta a delegada.

A Campanha da Fraternidade de 2018 começou no período da Quaresma logo após a quarta-feira de Cinzas e segue ao longo do ano todo com ações pastorais em todo o país.

 

 

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