segunda-feira ,20 novembro 2017
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Sessão especial debate a falta de segurança nos ônibus da capital

Vereador Toré Lima

Representantes dos órgãos de segurança pública, rodoviários e a sociedade civil lotaram o plenário da Câmara Municipal de Belém durante a discussão sobre a falta de segurança nos coletivos da capital. Na sessão especial que aconteceu nesta quinta feira, 19, os problemas enfrentados pelos rodoviários e passageiros, ações de combate e soluções centralizaram o debate proposto pelo vereador Toré Lima (PRB). “Os trabalhadores hoje saem de casa e não sabem se vão voltar por causa da falta de segurança. Todo tempo quem esta no coletivo fica sobressaltado, esperando uma abordagem, nervoso. Muita gente tem história de assaltos pra contar”, relatou Toré.

Desemprego, miséria e renda mal distribuída foram apontados pelo veredaor Altair Brandão (PC do B) como os principais fatores para esse tipo de crime. Como presidente do Sindicatos dos Trabalhadores Rodoviários, Altair citou o projeto de autoria dele para atender os anseios da categoria. A proposta de implantação do “botão do pânico” está tramitando na comissão de justiça da CMB. A ideia é que os coletivos sejam obrigados a instalar GPS e câmeras de monitoramento em tempo real. Os equipamentos estarão diretamente ligados ao CIOP que poderá enviar viaturas da polícia, bombeiros e semob, em caso de acidentes. “Se aprovado servirá de exemplo para outras capitais que também estão aterrorizadas pelos bandidos nos coletivos”.

Rodoviário há mais de 30 anos, Brasilson Carvalho disse que tem orgulho de transportar a carga mais valiosa que existe que é a vida das pessoas, mas que sente medo durante as viagens. O rodoviário relatou também que reconhece o esforço do sindicato na busca pelas soluções, mas que sempre esbarra em falta de estrutura ou até mesmo de vontade das outras partes envolvidas.”Virou rotina. Quantos colegas já não ficaram feridos? Quantos já não morreram e deixaram suas famílias? O projeto vai beneficiar não só os trabalhadores da área, mas toda a sociedade”.

Durante o pronunciamento, o delegado titular da seccional do guamá, Daniel Castro, falou sobre a importância do registro de ocorrência, tanto por parte dos passageiros, quanto por parte dos rodoviários. O delegado citou também os esforços feitos pela polícia civil nas investigações, mesmo sem uma delegacia especializada. “Damos um tratamento especial para os casos, mas precisamos da tecnologia. Câmeras de monitoramento nos ajudam a identificar e prender os bandidos. Sem isso fica difícil iniciar uma investigação”.

A secretaria de segurança pública, representada pelo Coronel Arthur Moraes, chefe do núcleo de operações especiais da Segup, apresentou as operações de rotina que estão sendo feitas para coibir os crimes e mostrou dados. Segundo ele, no total, 376 abordagens são feitas por dia na capital, 56 pessoas são presas e estão sendo feitos investimentos em tecnologia. O tenente coronel Dumont, representando o Comando de policiamento da capital, acrescentou. “Trabalhamos com amostragens e estatísticas sempre nos locais de maior incidência de assaltos, como av. Pedro Alvarez Cabral, Senador Lemos, Arthur Bernardes”.

Por fim, o diretor de ações do SETRANBEL, Natanael Romero, falou sobre a real possibilidade de instalar os equipamento sugeridos no projeto de lei do vereador Altair Brandão. Romero destacou que a maioria dos ônibus já tem monitoramento e que estão sendo feitos estudos para a instalação do canal direto coma polícia. “O uso dessa tecnologia vai exigir custos. Ainda não sabemos qual esse valor e quem vai pagar a conta. Estamos em fase de pesquisas e esse debate nos ajudou a entender que a população precisa de mais segurança nos ônibus e que precisamos estar unidos”.

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