quarta-feira ,13 novembro 2019
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Sessão especial antecipa comemorações pelo Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência

Na CMB sessão especial do vereador Adriano Coelho deu voz às pessoas com deficiência.

“Inclusão é uma palavra que está na moda, mas para incluir é preciso que haja ações”. Com essa declaração, feita na linguagem de sinais (Libras) e traduzida por sua mãe, a jovem Isabelle Paiva de 18 anos, que é surda e tem síndrome de Down, resumiu nesta quinta-feira,19, durante sessão especial na Câmara Municipal de Belém, o sentimento da maioria das pessoas com deficiência que, apesar das muitas conquistas, ainda buscam por melhorias e efetiva qualidade de vida.

De autoria do vereador Adriano Coelho (PDT) a sessão especial atendeu solicitação da Comissão de Proteção aos Direitos da Pessoa com Deficiência, da OAB-Pará e reuniu na CMB autoridades e entidades comprometidas com a causa, antecipando o Dia Nacional de Luta das Pessoas com Deficiência, comemorado no Brasil em 21 de setembro.

“Essa luta é em prol de inclusão social, em prol de aceitação. As pessoas com deficiência querem estar incluídas em todos os setores da sociedade. Não querem que tenham pena delas. Querem apenas aceitação.Por isso hoje não é apenas um dia de comemorar, mas também de luta, porque ainda há necessidade de políticas públicas inclusivas, como por exemplo a lei de cotas. A gente ainda precisa da lei de cotas para estar no mercado de trabalho”, disse a presidente da Comissão de Proteção aos Direitos da Pessoa com Deficiência, da OAB-Pará, Gisele Costa.

A causa das pessoas com deficiência é uma das bandeiras defendidas pelo mandato do vereador Adriano Coelho.

 

A parceria com o vereador Adriano Coelho foi destacada pela representante da OAB-Pará. “O vereador Adriano Coelho é parceiro de todas as associações e parceiro da OAB também, com relação às pessoas com deficiência. É um parceiro importante dentro desta casa e a gente espera que ele continue nos ajudando, porque precisamos muito desse apoio”, afirmou Gisele.

Sobre essa parceria o vereador reafirmou o compromisso que tem com a causa das pessoas com deficiência. “Fizemos questão de atender essa demanda da OAB por ser um órgão que luta por essa bandeira e a Gisele, além de ser ativista é também mãe de uma criança com deficiência e ela me chamou a atenção para a importância de usarmos a data não só para celebrar, mas também abrir o debate para mostrar que houve muitas conquistas, mas ainda há muito a avançar na questão da inclusão social desse público”, avalia Adriano.

Na tribuna o escritor Romeu Neto reuniu os amigos presentes para reivindicar mais melhorias para as pessoas com deficiência.

Superação e capacidade

Ana Rita Fernandes tem 21 anos, e cursa o quinto ano do curso de Design de Moda em uma faculdade de Belém. Natural do município de Bujaru, ela fala orgulhosa da sua trajetória até aqui. “Passei por várias coisas boas desde que vim de Bujaru pra fazer acompanhamento em Belém. Depois disso passei em quatro universidades e optei por Design de Moda que é o que eu mais gosto e que eu quero fazer. Meu projeto de futuro é viajar o mundo inteiro com a minha família. Primeiro quero agradecer a minha família e todas as pessoas que me apoiam e acreditam em mim, que sempre me acolheram, a ponto de hoje eu já estar empregada, trabalhando, porque a dona da empresa apostou na minha capacidade”, comemora.

Para o radialista e ex-vereador de Bujaru, Augusto Fernandes, pai de Ana Rita, uma sessão especial com esse tema é Importante para mostrar que o poder legislativo está preocupado em fazer essa integração social tão necessária nos dias atuais. Sobre as conquistas pessoais da filha, o sentimento é de gratidão.”Eu e minha esposa Inês somos gratos primeiro a Deus pela sapiência de mostrar Ana Rita à sociedade. Eu digo sempre que nós primeiro temos que aceitar nossos filhos como eles nascem. Ela nasceu com síndrome de Down e o que fizemos foi aceitá-la. E a Ritinha sempre surpreende a gente. Hoje sou muito feliz vendo minha filha universitária, realizando os sonhos dela. Se eu pudesse dar conselhos a famílias de todas as pessoas, especiais ou não, eu diria apenas que eduquem seus filhos da melhor forma possível. O que Ana Rita é hoje, resultou do envolvimento de toda a nossa família”, declarou.

O poeta e escritor Romeu dos Santos Neto integrou a mesa oficial da sessão e fez questão de dividir a tribuna com todos os seus amigos que participaram da programação cultural do evento. “Em nome de todos ele saudou o vereador Adriano Coelho e todas as pessoas que trabalham pela melhoria do atendimento às pessoas com deficiência. ” Essas melhorias são fundamentais para que a gente possa crescer e se desenvolver em todos os aspectos e para que Belém seja de fato uma cidade mais plural”, ressaltou Romeu.

Lucicleide e Isabelle Paiva emocionaram a plateia cantando juntas.

Isabelle Paiva fez um dueto musical com a mãe Lucicleide e a bailarina Ana Vitória emocionou a todos com sua arte. Representando a Associação Mãos Dadas Cromossomos 21 e a Pastoral do Surdo PCD de Castanhal, a mãe de Isabelle, Lucicleide Paiva, fez um dos pronunciamentos mais emocionados da sessão ao relembrar as dificuldades enfrentadas pela família a partir do diagnóstico da filha. “Eu só tenho a agradecer, pois se hoje a Isabelle chega aqui e faz uma apresentação de canto pra vocês é porque encontramos muitas pessoas que nos apoiaram e perceberam o quanto é importante que nós pais também também sejamos acolhidos, mas principalmente porque olham e vêem nossos filhos não pelas suas deficiências, mas por sua capacidade e habilidades, porque eles podem muito sim, desde que se acredite neles”, concluiu.

Outro depoimento forte foi o da ativista e influencer digital Nat Costa. Diagnosticada com autismo há apenas dois anos, ela levantou a questão da falta de atenção aos autistas adultos. “Eu agradeço à Associação de Mães e Amigos dos Autistas do Pará, a Amaap por me trazer aqui para falar sobre as dificuldades dos adultos com autismo. Desde que fui diagnosticada tenho procurado associações de apoio e só encontrei entidades voltadas para crianças e adolescentes e nós precisamos desse olhar também, principalmente no que se refere ao mercado de trabalho, que não está aberto para pessoas com autismo. E nós precisamos ser autosustentáveis. Inclusão não é favor, é um direito nosso”, desabafou Nat.

Também estiveram presentes à sessão a promotora de Justiça Daniela Hage, representando o Ministério Público do Estado; Andréa Miranda, coordenadora do Núcleo Acessar/UFRA; o pesquisador em desenvolvimento sustentável  Thiago Leite Cruz, a assistente social Lígia Lopes Lima, da comissão de saúde da Alepa; Denise Corrêa, coordenadora do Crie, o vereador do município de Vigia, Renan Pinheiro e o vereador Fernando Carneiro (PSOL).

Segundo a Lei Nº 13.146/15, a pessoa com deficiência é aquela que tem impedimento de longo prazo de natureza física, mental, intelectual ou sensorial, o qual, em interação com uma ou mais barreiras, pode obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade em igualdade de condições com as demais pessoas.

O Dia Nacional de Luta das Pessoas com Deficiência surgiu como forma de garantir a integralização dessas pessoas na sociedade de maneira igualitária e sem preconceitos.A deficiência atinge diferentes níveis e pode ser classificada em quatro tipos: a física, a auditiva, a visual e a mental.

 

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