domingo ,19 maio 2019
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Sessão debate a inclusão do envelhecimento humano como conteúdo em diversos graus de ensino

Apresentação cultural durante a sessão especial 

Como lidar com o envelhecimento, ter qualidade de vida a partir dos 60 anos e levar o conhecimento sobre esse assunto para dentro das escolas. Nesta quinta-feira, 16, o plenário Lameira Bittencourt recebeu um debate sobre a inclusão do conteúdo “envelhecimento humano nos diversos graus de ensino”. A sessão especial proposta pelo vereador Henrique Soares (PDT) reuniu a Secretaria de Educação do Município, Comissão da pessoa idosa da OAB-Pará, representantes de universidades particulares de Belém, médicos e entidades que trabalham para qualidade de vida dos idosos. A sessão começou com uma apresentação cultural de senhoras do centro da terceira idade do Palácio Bolonha.

O proponente da sessão inciou o debate falando sobre a preocupação da situação atual do país com o desemprego e destacou que isso impacta diretamente no futuro do país com uma população com envelhecimento precoce, abaixo da linha da pobreza e com má qualidade de vida.  O vereador explicou que a intenção da sessão é debater para que possa ser solicitado a Secretaria de Educação do Município e do Estado, além de universidades, a inclusão da temática “envelhecimento” no sistema de ensino. “Existem mais idosos que crianças no mundo. Precisamos adequar e qualificar a nossa juventude para se educar e cuidar dos nossos idosos. Só assim o povo vai saber respeitar e aprender a importância dessas pessoas na sociedade”, afirmou Henrique.

A presidente da comissão da pessoa idosa da OAB, Letícia Bitar, reafirmou o compromisso social da Ordem dos Advogados do Brasil com as demandas da população e disse que existe um clamor muito grande pela inserção das pessoas acima de 60 anos na sociedade, por respeito e direitos iguais e que é preciso oportunizar momentos de diálogo, discussões e sugestões para enriquecer a ideia de levar esse assunto para as escolas. “Só assim vamos conseguir transformar a sociedade, eliminar o preconceito, barreiras e concepção negativa de velhice. A cultura do envelhecimento tem que vir desde a infância junto com os primeiros aprendizados da vida e até a fase adulta. Estamos em constante desenvolvimento. Independente da faixa etária cada um tem uma função como cidadão”, disse a advogada.

Desde 1970 a inserção do envelhecimento humano como disciplina nos diversos graus de ensino já era uma solicitação de pesquisadores da área em nome da qualidade de vida das pessoas da terceira idade. Em 1980 encontros e fóruns começaram a debater o assunto e a possibilidade de colocar em prática essa ideia. No fim da década, em 1989, iniciaram as mobilizações nacionais pela criação de políticas públicas voltadas para o idosos. Em Belém, os debates foram marca do ano de 1990. Só alguns anos depois um decreto regulamentou o plano de ação para a pessoa idosa.

Segundo o advogado e representante da Federação dos aposentados do Pará, Emídio Rebelo Filho, até hoje os especialistas no assunto criticam a forma como essas políticas públicas são aplicadas ou nem se quer são colocadas em prática.  Para ele, a participação da pessoa idosa precida ser fortalecida e consciente pelo respeito que merecem na sociedade. “Os idosos precisam ser integrantes e ativos na realização plena de cidadania, além de alcançar o cumprimento de todos os preceitos instituídos na constituição federal, estatuto do idoso, leis complementares, programas e planos especiais”, disse Emídio.

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