domingo ,28 maio 2017
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Segurança e reordenamento de ambulantes no Portal da Amazônia são destaques em sessão especial

Ambulantes reunidos em busca de melhorias para o trabalho na orla de Belém.

Mais segurança e melhor infraestrutura para o comércio informal na orla de Belém forma os principais pontos discutidos durante a sessão especial realizada na manhã desta quinta-feira, 4, sobre a situação dos vendedores ambulantes no Portal da Amazônia, a garantia da permanência e a reorganização das atividades comerciais no espaço. A sessão, solicitada pelo vereador Fabrício Gama (PMN) reuniu autoridades de segurança pública, vendedores ambulantes e entidades que representam a categoria.

Na abertura da sessão, Fabrício Gama pediu a união de todos no debate dos problemas e na proposta de soluções destacando que a gestão do prefeito Zenaldo Coutinho sempre primou pela paz e pelo respeito aos trabalhadores. Também participaram do encontro os vereadores Zeca Pirão (SD), que fez parte da mesa; Joaquim Campos (PMDB), Sargento Silvano (PSD) e delegado Nilton Neves (PSL).

A falta de uma lei que regulamente a utilização das áreas do Portal da Amazônia é um dos principais problemas para quem trabalha no local, segundo Jesus Moraes, presidente da Associação dos Vendedores da Orla de Belém (Avob). Com cerca de 300 associados, dos quais em média 120 atuam diretamente no Portal, a Avob afirma que foram os primeiros vendedores a atuar na orla, que hoje sofrem com o acesso frequente de novos ambulantes ao espaço. “A orla é um espaço turístico, esportivo, de recreação, por isso quando nós distribuímos as pessoas ali, tivemos o cuidado de dispor cada um de forma a não ferir a beleza do Portal, por isso reivindicamos um reordenamento efetivo e por ordem de chegada dos trabalhadores, que é ditado pelo próprio código de postura do município”, argumenta Jesus.

Sessão especial incentivou a união dos trabalhadores na busca por soluções para os problemas no Portal.

Unidade

Em se tratando de união, as entidades representadas na sessão especial fizeram questão de negar que haja animosidade entre os seus associados. Pela Associação dos Trabalhadores Informais do Portal da Amazônia (Atipam), a vendedora Lorena Santos afirmou que os ambulantes não vivem em guerra e que têm consciência das melhorias que precisam. ” Devemos unir forças porque sabemos o que passamos ali, enfrentamos as mesmas dificuldades e até discriminação. Por isso queremos respeito para todos. Não somos inimigos. Lutamos pelas mesmas causas”, declarou Lorena, com o apoio da presidente da Atipam, Rosely Silva, que reforçou a necessidade de reordenamento dos vendedores no espaço. ” Há pessoas ali que não precisam estar. Não dependem exclusivamente daquele trabalho pra sobreviver, têm outra renda. Pedimos que haja uma avaliação rigorosa para definir quem de fato depende do trabalho na orla para seu sustento”, disse.

Pela Prefeitura de Belém, o secretário municipal de Economia, Mário Freitas, e a diretora geral da Secon, Naíza Redig, se comprometeram a reunir todas as demandas apresentadas na reunião, bem como avaliar a melhor forma de atendê-las. ” O comércio informal está entre os segmentos que mais respeitamos. Todas as reivindicações serão analisadas e vamos buscar soluções. É um compromisso que assumimos com todos os que vieram aqui hoje”, declarou Freitas.

Representantes da Guarda Municipal e da Polícia Militar falam sobre o trabalho conjunto para garantir a segurança na orla.

Segurança

O potencial de espaço turístico que caracteriza o Portal da Amazônia atrai um grande público para o espaço, principalmente aos domingos, e a extensão da área facilita a ocorrência de roubos e assaltos. As reclamações sobre a insegurança no local são recorrentes e foram discutidas também na sessão especial desta quinta-feira, na CMB.

Sobre essa questão, o Inspetor Marco Antonio Lima, representando o Comandante Geral da Guarda Municipal de Belém, destacou a parceria que hoje a GMB tem com a Polícia Militar  na cobertura de segurança no Portal, mas que ainda assim o trabalho enfrenta desafios. ” Não podemos estar em todos os locais e os meliantes se aproveitam disso para agir”.

O esforço conjunto para otimizar os recursos materiais e humanos necessários para dar a resposta que a sociedade precisa no que se refere à segurança, foi reforçado pelo Comandante do 20º Batalhão da Polícia Militar, tenente coronel Neves. ” A crise da violência está instalada em todos os níveis da cidade, do estado e do país. Infelizmente a polícia não é onipresente, mas fazemos tudo o que é possível para garantir a segurança da população”. 

Vereador Fabrício Gama elencou sugestões para as demandas dos trabalhadores do Portal da Amazônia.

Propostas

Ao final da reunião o vereador Fabrício Gama, vice-líder do governo e presidente da sessão especial resumiu as discussões em propostas que serão encaminhadas como respostas aos problemas do comércio informal no Portal da Amazônia.

De início para a questão da padronização das barracas, o vereador se comprometeu a marcar audiências com o Banco do Cidadão e com o Banpará, visando discutir possíveis parcerias para a padronização das barracas de vendas na orla. Fabrício Gama assumiu com os ambulantes, o compromisso de garantir que nos grandes eventos realizados no Portal, só participem vendedores que já estão trabalhando no local.

Para buscar alternativas mais eficazes de segurança no logradouro, Fabrício Gama defendeu também a parceria com os órgãos de segurança e sugeriu que os ambulantes centrem esforços, por meio da realização de eventos como bingos e festas, para a aquisição de no mínimo duas motocicletas que seriam utilizadas exclusivamente para rondas na orla. A proposta foi aplaudida pelos presentes.

Outra sugestão bem recebida pelos vendedores ambulantes foi a implantação de um posto da Delegacia Turística da Polícia Civil, no Portal da Amazônia. A proposta será encaminhada à Delegacia Geral de Polícia.

 

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