sábado ,19 setembro 2020
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Reabertura de Templos Religiosos e Centro Comercial é tema de debate na CMB

Foto: Gaúcha ZH

A necessidade de reabrir as igrejas e os centros comerciais, dada a dificuldade que os líderes religiosos e camelôs estão passando, foi tema de debate durante a sessão virtual desta terça-feira, 26, na Câmara Municipal de Belém. Como proposta de requerimento do vereador Moa Moraes (PSDB) e após a aprovação em plenário, foi inserida nos anais da casa uma matéria divulgada no site “Agência Pará” que trata sobre o assunto. Também foi solicitado que a Prefeitura de Belém realize um estudo para a retomada do funcionamento dos templos religiosos pelo menos aos domingos. 15 vereadores votaram a favor da proposta e 12 votaram contra.

De acordo com Moa Moraes, mesmo com o fim lockdown, as atividades como comércio e igrejas não retornaram e isso tem gerado preocupação na sociedade com o desemprego e a dificuldade de sustento das famílias. O vereador também falou sobre a tentativa de sensibilizar o poder público para que as atividades sejam retomadas e para que seja criada uma linha de crédito para ajudar os líderes religiosos. “São pessoas que desenvolvem trabalhos sociais, que estão na linha de frente atendendo a população e precisam de incentivo”.

Alguns vereadores se pronunciaram fazendo sugestões ao que foi proposto por Moa. Com a aprovação da maioria, as ideias foram anexadas ao requerimento que será enviado aos gestores do município e estado. Lulu das Comunidades (PTC) pontuou que permitir a entrada de 10 pessoas nos templos, como determinou o decreto estadual, equivale a só uma família. Ele sugeriu o aumento de fiéis, ao menos durante o culto de domingo, respeitando o distanciamento de um metro e meio. Gleisson Silva (PRB) sugeriu que a permissão fosse ampliada para 20% da capacidade.

O presidente da casa, Mauro Freitas (PSDB), que faz parte do comitê que estuda o retorno das atividades junto com representantes como o Pastor Samuel Câmara e o Arcebispo de Belém, Dom Alberto Taveira, sugeriu acompanhar o consenso dos líderes religiosos. Segundo ele, a ideia é permitir 10% da capacidade nos templos com a proposta de celebrações de duas em duas horas para que os cultos e missas possam abranger o maior número de pessoas possível, pelo menos 800 por dia. “Muitos perderam o trabalho, entes queridos. É preciso que haja o retorno gradual”.

O parlamentar Toré Lima (PRB) afirmou que é possível que as igrejas voltem a funcionar se distribuírem máscara e álcool em gel. “Sou um católico praticante e sinto falta de estar na igreja”, disse Toré. Fabrício Gama (PMN) citou que tem muitos padres e pastores estão fazendo trabalho em casa, mas os fiéis sentem a necessidade de irem aos templos buscar ajuda. Marciel Manão (Avante) ressaltou que, por lei, o município tem o direito de questionar a decisão estadual, mas ponderou que tudo deve ser feito com bom senso.“É inviável um templo com capacidade para 10 mil pessoas abrir pra colocar 10 fiéis”, afirmou Manão.

Paulo Queiroz (MDB) relatou que a filha reúne 4 mil pessoas online durante o culto e que isso é a prova de que as pessoas estão carentes da graça de Deus. Para Igor Andrade (SD) é louvável a intenção de liberar um percentual, mas é preciso consenso do estado e município. Wilson Neto (PV) falou sobre a intenção que o poder público tem de ajudar todos os seguimentos, mas lamentou que a proposta do auxílio financeiro não possa ser aceita. “Perdemos arrecadação municipal e tudo tem sido investido na área a saúde”, lamentou.

Fernando Carneiro (PSOL) manifestou apoio e respeito ao direito da fé de todos, mas discordou da necessidade de ter que ir a igreja para se conectar com Deus. Para ele, nesse momento temos que ter cuidado, pois existe um estudo que questiona o fim do lockdown e a reabertura de locais de aglomeração. “Temos que ouvir a ciência sanitária, não o coração. A decisão tem que valer pra todas as religiões, incluindo as de matriz africana. Na minha opinião não cabe essa ponderação. Está fora da nossa competência científica”. Nazaré lima (PSOL) concluiu dizendo que alguns estados voltaram a apresentar picos depois da flexibilização do isolamento e que qualquer atitude deveria ser tomada após um estudo técnico.

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