quarta-feira ,18 setembro 2019
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PSOL homenageia Marielle Franco e Anderson Gomes na CMB e cobra identificação de mandantes do crime

Com a placa de rua que já se tornou icônica, Fernando Carneiro homenageou as mulheres presentes à sessão especial.

Como parte da programação “14 dias de luta por Marielle” realizada em Belém pelo PSOL para marcar o primeiro ano do crime que vitimou a vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ) e o motorista Anderson Gomes, o vereador Fernando Carneiro reuniu na tarde desta quarta-feira, em sessão especial na CMB, representantes da Alepa, Defensoria Pública, Sociedade em Defesa dos direitos Humanos,OAB, Sintepp, Sinduepa e lideranças comunitárias, para homenagear e reverenciar a história de Marielle Franco.

Com uma apresentação do cantor paraense Rafael Lima, a sessão intitulada “Um ano sem Marielle” foi aberta pelo vereador Fernando Carneiro para quem, mais que uma homenagem, a solenidade simbolizou o compromisso do PSOL em dar continuação às lutas travadas pela vereadora carioca. “Estamos aqui homenageando Marielle por tudo o que ela significou e significa para esse País,pelo seu atrevimento de participar da política, como mulher, negra, e LGBT. As lutas de Marielle incomodam muita gente, mas para esses incomodados deixamos um recado. Vamos incomodar muito mais, pois não deixaremos de lutar por Marielle”.

Durante a sessão um dos assuntos mais destacados foi a prisão, na última terça-feira,12, no Rio, do sargento reformado da PM Ronnie Lessa e do ex-PM Elcio Vieira de Queiroz, acusados pelo Ministério Público do Rio de Janeiro como autores do assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes. ” Apesar de tardias as prisões são um avanço, mas isso não basta. Exigimos que sejam identificados e punidos os mandantes desse crime. Quiseram apagar a história de Marielle, mas ela repercute no mundo todo”, afirmou Carneiro.

Vereador Fernando Carneiro à frente da sessão especial “Um ano sem Marielle”.

Pela comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Estado, a professora Milene Lauande também destacou a coragem de Marielle Franco. ” Ela foi uma socialista que chegou ao poder e isso jamais foi aceito por essa sociedade patriarcal, essa sociedade que tirou a vida de Marielle e tira a vida de milhares de mulheres através do feminicídio. Parabenizo o vereador Fernando Carneiro que aqui não defende só Marielle, mas todas as mulheres e nos faz ter a certeza de que não podemos perder a capacidade de nos indignar”.

“A morte de Marielle é um divisor de águas na questão dos direitos humanos. Ela foi uma das maiores defensoras dos direitos humanos nesse País e sua atuação só prova que quem defende esses direitos não é inimigo da segurança pública. A gente precisa ganhar corações e mentes e fazer com que isso seja compreendido”, avalia Juliana Fonteles, presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB/Pará.

Primeira parlamentar negra na história da Câmara Municipal de Belém, a vereadora Nazaré Lima (PSOL) disse que o momento é de reflexão sobre as questões que envolvem os direitos das mulheres. ” Março é um mês dedicado às questões femininas e amanhã faz um ano que Marielle foi assassinada por ser mulher, negra, pobre, homossexual e política atuante, chegando onde chegou porque teve coragem de enfrentar e superar as barreiras impostas pelo machismo e pelo preconceito. Como ela, eu sou exemplo vivo disso tudo”.

No final da sessão houve homenagens às mulheres presentes, com a entrega de réplicas da placa de rua com o nome de Marielle Franco, que virou símbolo de resistência para os amigos e companheiros de partido da vereadora.

A programação “14 dias de luta por Marielle”, do PSOL, será encerrada com um ato público nesta quinta-feira,14.

 

 

Ato público

Nesta quinta-feira,14, quando completa um ano do assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes, o PSOL realiza um ato público a partir das 17h, em São Brás. O evento ocorrerá simultaneamente em 19 municípios de 14 estados do Brasil e em várias cidades de países como Estados Unidos, Inglaterra, Itália, Suíça, Canadá e Uruguai.

” Esse ato público vai marcar um ano de saudade e luta por justiça, um ano que um assassinato político abalou os princípios da democracia nesse País. Sabemos quem matou, mas ainda não sabemos quem mandou matar e por que mandou. Nesse ato vamos abraçar as famílias de Marielle e Anderson, mas também vamos mostrar que as recentes prisões não nos satisfazem. Agora queremos os mandantes e não haverá trégua na luta pelo desvendamento total desse crime”, disse Fernando Carneiro.

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