sábado ,8 agosto 2020
Home / Notícias / Preconceito com deficientes no mercado de trabalho é debatido na CMB

Preconceito com deficientes no mercado de trabalho é debatido na CMB

Foto: Tribunal Sul Fluminense

Uma pesquisa divulgada pela Agência Brasil apontou que pessoas com deficiência sofrem preconceito no trabalho. Um requerimento apresentado pelo vereador Amaury da APPD (PT) centralizou os debates sobre o assunto na Câmara Municipal de Belém na manhã desta quarta-feira, 10, com a inserção de uma reportagem nos anais da casa. Os dados da pesquisa mostram que 69% dos entrevistados já vivenciaram ou presenciaram algum tipo de discriminação, bullyng, rejeição ou assédio moral no local de trabalho.

Como membro da Associação Paraense de Pessoas com Deficiência há 40 anos, Amaury falou da frequência com que atitudes preconceituosas acontecem nos ambientes frequentados por essas pessoas. Segundo ele, o Dieese nem tem estatísticas de pessoas com deficiência no mercado de trabalho. “Nossa luta é buscar diminuir as diferenças entres as pessoas ditas normais e os deficientes. Não importa ter limitações. Desempenhamos a mesma função com a mesma qualidade de pessoas ditas normais”, afirmou o proponente do requerimento.

O proponente do requerimento, Amaury da APPD, durante o debate.

Wilson Neto (PV) lembrou que perante a Constituição Federal somos todos iguais e que essa deveria ser a nossa realidade, mas infelizmente isso não acontece. Para ele, para garantir essa igualdade é preciso que hajam ações que incentivem a prática em todos os grupos vulneráveis. “Um debate desse mostra que essa casa tem vontade de brigar por essa igualdade e efetividade de direitos para todos os públicos”.

Sargento Silvano (PSD) afirmou que precisamos mais do que nunca incluir as pessoas com deficiência na nossa sociedade e criar leis para protegê-las. “Vivemos uma discriminação a nível mundial”, destacou Silvano. John Wayne (MDB) declarou que é absurdo que pessoas com deficiência passem por assédio moral e até violência física no local de trabalho. Igor Andrade (SD) disse que como fonoaudiólogo trabalhou com crianças deficientes e sabe o quanto desde a infância essas pessoas precisam ter apoio para se desenvolverem e para ter um lugar na sociedade.

Para Moa Moraes (PSDB) o momento é aportuno para debater o assunto, visto que muita gente está falando de outro preconceito que é o racismo. “Precisamos a todo momento combater seja qual for a exclusão, pela cor, pela condição física ou pelo gênero”. O presidente da casa, Mauro Freitas (PSDB), encerrou os discursos falando do dever que a casa tem de debater e coibir o preconceito. “Vamos tentar conscientizar as pessoas. Só assim vamos mudar a nossa realidade”.   

Você pode Gostar de:

A importância do contabilista na retomada da economia é tema de debate na CMB

Um encontro na tarde desta quinta-feira, 06, na Câmara Municipal de Belém reuniu representantes do …

Skip to content