quarta-feira ,18 setembro 2019
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Parlamentares se mobilizam por soluções para o aterro sanitário de Marituba

Fernando Carneiro alerta para o risco de um colapso no serviço de coleta de lixo.

Com o iminente fechamento do aterro sanitário de Marituba, anunciado para o próximo dia 31 de maio pela empresa Guamá Tratamento de Resíduos, hoje responsável pela destinação final e tratamento dos resíduos coletados em Belém, Ananindeua e Marituba, intensificam-se as manifestações por uma alternativa que evite o colapso no serviço, o que poderia afetar cerca de 2,5 milhões de pessoas nesses municípios. Na tarde desta quarta-feira,21, o assunto foi tema da sessão especial realizada pelo vereador Fernando Carneiro(PSOL).

Uma comissão formada por vereadores dos três municípios, deputados estaduais e federais estará à frente das ações em busca da melhor solução para o problema do lixo, informou Carneiro. “O problema é muito sério. A ideia desta sessão era debater e cobrar das prefeituras uma resposta para a população sobre a destinação da coleta de lixo na região metropolitana a partir de junho, já que a empresa informou o encerramento das atividades desde o dia 27 de novembro passado”, disse o vereador,criticando a ausência de representantes da prefeitura de Belém na reunião.

A promotora de justiça e meio ambiente de Marituba,Ana Maria Magalhães, tem acompanhado todas as audiências públicas e reuniões que vêm sendo realizadas para discutir a situação do aterro sanitário e também se preocupa com o prazo que as prefeituras tem para apresentar alternativas,com a saída da Guamá Resíduos Sólidos.”Para se construir um novo aterro sanitário,por exemplo,é necessário pelo menos dois anos, pois o processo todo inclui realização de audiências públicas, definição de local, adequação à legislação ambiental”. A promotora disse que tem sido questionada sobre as soluções para o problema do lixo e que não tem respostas. “Eu não sei o que dizer para a população, a não ser que se querem cobrar de alguém, que cobrem de quem elegeram para gerenciar suas cidades. Só posso confirmar a gravidade do problema que será ficar sem uma destinação para o lixo. Imaginem essa cidade uma semana sem coleta de lixo? A verdade é que as cidades sofrem, adoecidas por causa de uma autorização atropelada. Que a empresa feche, nós até queremos, mas o que se vai fazer com os resíduos que vão ficar,é o que precisamos saber”, concluiu.

Representando o prefeito Mário Filho o secretário municipal de Meio Ambiente de Marituba,Ismaile Delfino, enfatizou as consequências da instalação de um aterro sanitário em área tão próxima ao centro urbano. “Nos últimos anos Marituba vem sofrendo diretamente os impactos desse empreendimento no município. Quero deixar claro que Marituba não é contra a população de Belém ou de Ananindeua, mas o município não pode continuar sendo penalizado da forma que está”. O titular da Sema foi apoiado pelo representante do Movimento Fora Lixão,Júnior Vera Cruz, que chamou a atenção para a série de irregularidades que foram constatadas desde a instalação do aterro, em 2015. “Esse empreendimento jamais poderia ser instalado próximo a uma reserva ambiental,a uma comunidade quilombola, a um centro urbano.A empresa começou a ser autuada pelo Ministério Público dois meses depois da inauguração, por conta do lixo acumulado a céu aberto e das bacias construídas sem autorização, entre outras irregularidades”.

Toré Lima quer o engajamento do estado na questão do tratamento do lixo nos municípios da RMB.

Para o presidente da Câmara Municipal de Ananindeua, Rui Begot, a comissão especial formada por parlamentares é um passo importante para cobrar respostas imediatas do Executivo. Ele destacou a atuação dos movimentos sociais também é fundamental. ” Essa mobilização não pode parar, inclusive devemos estar em peso na audiência pública do dia 25 na Alepa e nas visitas que serão feitas ao aterro de Marituba e também no Aurá”. Begot criticou o que considera “chantagem” da empresa Guamá. “Se eles pensam que podem usar o movimento social e o sofrimento da população como forma de chantagear os gestores para receberem seus passivos financeiros, aviso que estão muito enganados”,declarou.

A organização e articulação dos movimentos sociais junto com as lideranças políticas e comunitárias também foram destacadas pelo vereador Adriano Coelho, que manifestou total apoio à causa.” Os movimentos sociais presentes aqui estão de parabéns pela força com que estão levando essa bandeira adiante, para que o problema do lixo seja de fato resolvido o quanto antes. Essa questão é urgente e podem contar com esse vereador nessa luta, pois estou nessa frente junto com vocês para que a gente chegue a soluções viáveis e eficientes e a população não tenha que ser penalizada”.

Na avaliação do vereador Toré Lima (PRB), em relação à empresa Guamá Residuos Sólidos, desde 2017 as prefeituras envolvidas vêm agindo como se tivessem um plano B para um eventual colapso. “É como se estivesse tudo bem”, disse Toré, que defende a intervenção direta do estado no problema do aterro sanitário. “O governo do Estado tem sim que intervir. Estamos chegando a 31 de maio sob risco de colapso e a população não pode ser penalizada”.

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