quarta-feira ,18 setembro 2019
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Motociclistas pedem mais apoio do poder público durante homenagem na CMB

Motoclubes organizados participaram da sessão especial em homenagem ao Dia do Motociclista.

Fiscalização efetiva, segurança no trânsito e respeito  aos adeptos e apaixonados pelo motociclismo estiveram em pauta na sessão especial que comemorou, na Câmara Municipal de Belém, o Dia Municipal do Motociclista celebrado em 27 de julho, mesma data em que a categoria é homenageada nacionalmente. De autoria do vereador Nehemias Valentim (PSDB), a sessão reuniu diversos grupos organizados de motociclistas, entre eles o Pará Motoclube,  Gorilas, Feras do Asfalto, Canoas do Asfalto, Lobos SLZ (São Luís), Papas, Medievais da Amazônia, Guaranis Motoclube Brasil, Araras de Aço, Motoclube Belém e Motoclube Companheiros Tebanos.

O reconhecimento da importância da categoria foi destacado por Nehemias Valentim.” A Câmara se soma às homenagens que esse segmento vem recebendo e às comemorações a que eles têm direito por fazer parte do calendário oficial do município também. E hoje nós estamos aqui para fazer referência ao dia deles e também saber das demandas da categoria e se for o caso encaminhar suas solicitações”, disse o vereador.

Além  do sentido de confraternização, o encontro também serviu para que os representantes da categoria expusessem a realidade vivida pelos motociclistas em Belém e no Pará. ” Sem dúvida essa homenagem nos permite fazer com que nossa categoria seja reconhecida como vanguarda,porque nós estamos aqui para ajudar o estado a divulgar suas ações no que diz respeito as normas e segurança de trânsito, mas precisamos do apoio do poder público até para dar visibilidade às ações que beneficiam os motociclistas, que muitas vezes não são conhecidas pela população” disse Ari Ferreira, presidente do grupo Pará Motoclube que reúne 70 motociclistas em seu quadro atual.

Ari Ferreira citou como exemplo de iniciativa positiva mas que precisa ser melhor divulgada, o projeto de sinalização voltado aos motociclistas que a Prefeitura de Belém instalou no cruzamento da avenida Duque de Caxias com a travessa Mauriti em maio deste ano. Os bolsões são áreas delimitadas nos cruzamentos de vias e permitem que veículos motorizados de duas rodas – motocicletas, motonetas e ciclomotores – aguardem a abertura dos semáforos na frente de carros, ônibus e caminhões, para que possam sair mais rapidamente. A medida foi bem recebida pelos condutores, mas quem dirige moto ainda se ressente da falta de orientação e de conhecimento da sociedade sobre esse limite destinado às motos.

Vereador Nehemias com as motociclistas do Motoclube Feminino Feras do Asfalto.

 

Paixão sobre duas rodas

Em nível nacional, a Associação Brasileira de Motociclistas (Abram) foi quem instituiu o 27 de julho como Dia Nacional do Motociclista. Uma curiosidade sobre a categoria é a distinção que sempre é feita entre motoqueiros e motociclistas. “Na realidade a nomenclatura motoqueiro para alguns parece ser pejorativo, mas na verdade nós somos uma categoria única, apenas os motoqueiros se excedem um pouco nas ruas e nas estradas e isso nos diferencia, porque nós cumprimos a legislação”, explica Ari Ferreira.

E como motociclismo também é coisa de mulher, o motoclube feminino  Feras do Asfalto marcou presença na sessão especial pelo Dia do Motociclista. Formado por 21 mulheres entre pilotos e garupas, o Feras do Asfalto pratica o motociclismo com consciência social e não apenas para o lazer. “Além de viagens e participação do grupo em eventos fora do Estado, nós  desenvolvemos ações sociais voltadas para a mulher e para a comunidade de modo geral”, relata a presidente do clube, Ivanete Costa, mais conhecida como “Preta”.

Para viver a paixão comum pelas motos, as mulheres do motoclube ainda enfrentam muitos desafios, entre eles o machismo e a discriminação. “Ficamos felizes com essa homenagem que é um belo reconhecimento, mas  o motociclismo feminino ainda precisa se desenvolver mais. O nosso é o único grupo organizado aqui no Pará, os demais são mistos ou masculinos. Precisamos ser vistas com outros olhos porque ainda existe muita discriminação, principalmente em relação à nossa vestimenta. Somos julgadas pelo que vestimos e todas nós temos o nosso trabalho, nossas responsabilidades fora do grupo”, destaca Preta.

 

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