quarta-feira ,13 novembro 2019
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Grupo “Universal nos Presídios” ganha homenagem na CMB

 

Há quase 30 anos, logo que a Igreja Universal chegou em Belém, pastores e voluntários inciaram o grupo “Universal nos Presídios- UNP” com a intenção de levar a palavra de Deus, esperança e oportunidade para a vida fora da cadeira. Em 2017, o trabalho social com detentos ganhou força. Hoje, o projeto atua nos 48 presídios do estado e tem mais de 1200 voluntários de todas as idades e cidades do Pará. Pela ação desenvolvida, o grupo ganhou homenagem nesta quinta-feira, 26, na Câmara Municipal de Belém. O proponente foi o vereador Pastor Ivanildo França (PRB).

O vereador iniciou o discurso falando que os voluntários dedicam tempo para levar o amor e evangelização àqueles que estão atrás das grades, que muitas vezes foram abandonados pela família depois de cometerem um crime e que esperam uma oportunidade de mudar de vida. “Cobramos muito que o poder público faça ações de combate a criminalidade, políticas públicas e esquecemos de fazer a nossa parte. O trabalho evangélico é uma mão amiga para os nossos governantes. É importante incentivar esses voluntários a captar outras pessoas para que o projeto continue. O reconhecimento ajuda nisso”, afirmou o vereador.

Com uma infância com pais ausentes, más companhias, aos 18 anos, Henrique Pires entrou na vida do crime. Preso por assalto, foi vivendo os piores momentos da vida que ele conheceu o grupo. Após ser solto, procurou a Igreja e virou pastor. Hoje é o coordenador do “Universal Nos Presídios”. “Nosso trabalho é de assistência espiritual, social e humana. Levamos material de higiene, livros, assistência jurídica, cursos profissionalizantes para pessoas que são desprezadas pela família. Tem muitas pessoas que querem sair dessa vida, como eu queria, e só precisam de uma oportunidade”, ressaltou o cordenador da ação.

Foi na Penitenciária de Marituba que Ricardo Coelho conheceu o trabalho da UNP. Depois de 7 sentenças por tráfico de drogas, em vários momentos, ele achou que não teria como mudar de vida, até que ele começou a participar das orações, teve bom comportamento e foi solto. Hoje, ele também é voluntário do grupo, tem emprego fixo e mudou de vida. “Eu não dava importância pra vida, até eu me encontrar com Deus. Esse grupo me trouxe esperança, vontade de continuar a vida. Como muita gente e ajudou, eu quero poder ajudar quem precisa também, levar esperança para presidiários”, falou emocionado.

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