sexta-feira ,18 setembro 2020
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Futuro da juventude no pós-pandemia é tema de debate na CMB

Os participantes da reunião com o presidente da casa, vereador Mauro Freitas.

Um encontro semipresencial na Câmara Municipal de Belém na tarde desta segunda-feira, 06, reuniu jovens de diversos segmentos da sociedade para debater os caminhos da juventude no pós-pandemia. O evento comandado pela Coordenadoria Municipal da Juventude de Belém contou com a participação do presidente da CMB, vereador Mauro Freitas (PSDB), e de estudantes, representantes de partidos políticos, de movimentos estudantis e do Conselho de Jovens Empresários.

A crise econômica, o desemprego, a necessidade de investimento em educação e a criação de políticas públicas voltadas para os jovens centralizaram o debate. O Presidente do Poder Legislativo, Mauro Freitas, iniciou o pronunciamento informando que o projeto que estabelece o Plano Municipal da Juventude, que acompanha a lei federal de 2013,  deve ser votado até setembro deste ano. “Tenho orgulho em dizer que o projeto foi elaborado por jovens, que se reuniram por várias vezes e pesquisaram todas as necessidades de vocês”.

O Presidente da Coordenadoria Municipal da Juventude de Belém, João Vitor Santos, falou que o esforço em dialogar é muito importante para o futuro da cidade. Ele citou que o Portal do Trabalhador é um grande parceiro que oferece cursos e encaminhamentos de primeiro em emprego. Vitor disse ainda que em 2018 Belém foi a cidade do norte que mais proporcionou estágios. “Tenho certeza que com a aprovação do Plano Municipal da Juventude só temos a ganhar. Estaremos respaldados em todas as nossas ações”.

Pedro Alves, Presidente da Juventude do PSDB do Pará, citou que as políticas públicas para a juventude estão deixando muito a desejar na atual gestão estadual. “Estamos preocupados com a forma como a pandemia vai nos afetar e como será o nosso futuro”. O estudante, Lucas Lima, destacou três iniciativas como fundamentais para o desenvolvimento dos jovens: a educação, o emprego e a interação social. Para ele tudo pode ser resolvido com parceiras público-privadas. Representando o PL, Romário Fernandes citou a importância do apoio aos movimentos estudantis para a criação de cidadãos críticos e com consciência política para contribuírem com a sociedade e impulsionarem os legisladores.

Para Priscila Corrêa, representante do Partido Novo, os jovens estão tendo um papel fundamental nas redes sociais conscientizando os eleitores para uma política mais justa, em que discussões importantes possam ser feitas não só em época de eleição. “O legislativo tem que pautar o que realmente é importante para a sociedade, como propor políticas públicas para crianças e jovens e fazer parceira com a iniciativa privada para avançar”.

A importância da Lei do Menor Aprendiz foi lembrada pela representante do PL, Pâmela Massoud. Segundo ela, as empresas preferem pagar as multas ao invés de cumprir a determinação de ter no quadro de funcionários de 5% a 15% de jovens, tudo porque precisam investir em capacitação. “Temos a maior taxa de jovens fora da sala de aula. É mais difícil ainda conseguir um emprego. Precisamos chamar o poder público, as empresas e o Ciee para que a lei seja cumprida”.

Gilberto Sena, do Movimento Liberal Paraense, afirmou que a juventude é um foco importante pra nossa sociedade. Ele lembrou da relevância do Curro Velho e sugeriu expandir a ideia para outros bairros. “Podíamos ver a necessidade de cada bairro e entender o que esse jovens precisam. Não é só educação, é saúde e suporte para evoluir”. O líder jovem do município de Tracuateua, Matheus Ribeiro, ressaltou que as estratégias são muito importantes para a construção social e que isso vai refletir no estado, por isso todos os seguimentos precisam de voz nesse momento.

Representando a Juventude do Dem, Lucas Bordalo, disse que esse é um momento histórico para a juventude de Belém. De acordo com ele, existe um caminho principal para o jovens que é a educação. Lucas citou a constituição no trecho que diz que a educação é um direito de todos para o pleno desenvolvimento e exercício da cidadania e comparou com a realidade. “Será que estamos fazendo isso pelos jovens? A educação básica deveria ter investimento muito maior. O dinheiro está indo, mas o resultado não está vindo”

A criatividade como forma de capitalizar a juventude foi destacada por Francisco Batista, do Movimento de Emaús. Segundo ele, nos bairros periféricos tem grafiteiros, jovens que trabalham em rádios comunitárias, e seria muito válido estimular essas práticas para o desenvolvimento da economia local desses bairros. Ele lembrou ainda que não existe um número grande de jovens morrendo de covid, mas que os dados de adolescentes mortos pela violência são assustadores. “Desejo que quando passe essa pandemia a gente possa ouvir mais do que propor e saber o que a juventude realmente quer e precisa”.

Para o Presidente do Conjove, João Marcelo, a reunião é uma oportunidade para debater o futuro da nossa cidade. Ele ressaltou que é preciso se adaptar diante da pandemia, inovar e trabalhar para que oportunidades sejam criadas. “Seguimos a bandeira do empresariado e das políticas de incentivo às atividades econômicas. Entendemos que a força jovem é a principal ferramenta para fomentar uma economia pujante no futuro e o desenvolvimento com sustentabilidade”.

A pausa nas escolas e a crise econômica que vai se instalar no país no pós-pandemia foi enfatizada com preocupação pelo jovem Gustavo Freitas. O estudante afirmou também que o foco principal é ajudar a reconstruir a cidade e retomar a economia. “São muitos os jovens vendo seus negócios ruírem e o poder público precisa está ao lado da população ajudando os empresários a se reerguerem e não sendo um empecilho”.  

Ao final da reunião, o presidente da CMB informou que todas as ideias, solicitações e sugestões feitas durante o debate serão enviadas como documento oficial aos poderes municipal, estadual e federal.

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