domingo ,28 maio 2017
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Entidades sindicais e movimentos sociais debatem privatização da Cosanpa na CMB

Para discutir e propor soluções para os problemas constantes de falta de água em Belém, bem como alternativas para que a Companhia de Saneamento do Pará não seja privatizada, o vereador Amaury da APPD (PT) reuniu em sessão especial na Câmara Municipal, nesta sexta-feira, 17, parlamentares e representantes de entidades sindicais, movimentos sociais e da Cosanpa, em amplo debate sobre saneamento e abastecimento de água na capital.

Segundo Amaury, a iniciativa visa fazer com que “a população possa acumular conhecimentos e tenha condições de decidir por si mesma o que é o melhor para o bem de todos”. “A Celpa foi uma das primeiras empresas de serviços a ser privatizadas e penso que o que aconteceu depois disso não nos deixou nada satisfeitos. Agora querem fazer o mesmo com a Cosanpa, e desde já deixo claro que não concordamos com isso. O governo do Estado precisa investir em melhorias para oferecer qualidade e um melhor serviço à população”, disse o vereador.

Plebiscito

Enfatizando que a contribuição de todos é importante nessa discussão, o vereador Amaury anunciou que já encaminhou à mesa diretora da Câmara, proposta de realização de um plebiscito, para que a população possa opinar sobre a privatização ou não da Cosanpa.

De acordo com dados levantados pelo gabinete do vereador, hoje a Cosanpa está presente em 54 municípios, com 724 mil ligações domiciliares, das quais 443 mil estão ativas, gerando receita para a empresa, e 281 mil estão inativas. “Temos um número que pode chegar a quase um milhão de ligações ativas que, com investimentos na melhoria dos serviços oferecidos à população, poderia gerar mais faturamento para a empresa”, avalia Amaury, para quem a solução é universalizar o serviço de água e esgoto e priorizar o investimento público na Cosanpa.

O representante da Cosanpa na sessão, engenheiro Eduardo Ribeiro, fez uma apresentação sobre a posição atual da Companhia de obras e investimentos, com ênfase no projeto de redução de perdas no abastecimento de água em Belém, que hoje totalizam 48% do fornecimento. Ribeiro falou ainda do contrato de programa que a Cosanpa firmou com a Prefeitura de Belém em 2009, com base no Plano Municipal de Saneamento, e das metas que a empresa terá que alcançar no cumprimento desse contrato, que inclui o Plano de Desenvolvimento Institucional, Ampliação do Sistema de Abastecimento de Água e do Sistema de Esgotamento Sanitário, visando à universalização desses serviços.

Posicionamentos

Durante a sessão especial foi unânime a posição contrária à privatização da Cosanpa, manifestada por representantes das entidades sindicais e de associações de moradores de áreas afetadas pela precariedade dos serviços de água e esgoto. Entre os sindicalistas presentes, o presidente da Federação Nacional dos Urbanitários, Pedro Blois, ressaltou que “embora o Plano Nacional de Saneamento determine a universalização dos serviços, a transparência nas ações da empresa, o controle social e a efetiva fiscalização na prestação dos serviços, isso não está sendo cumprido e enquanto estamos caminhando para a privatização da Cosanpa, outras cidades pelo mundo estão remunicipalizando os serviços de saneamento, porque já comprovaram que a privatização não é a solução”, defende.

O vereador Emerson Sampaio questionou alguns dados apresentados pela Cosanpa quanto ao desperdício de água na capital e disse não entender porque os problemas não são resolvidos, se há recursos para os investimentos. Mais uma vez, Sampaio se declarou contra a privatização da Cosanpa. “Sou contrário a qualquer tipo de privatização e estarei do lado de todos que se colocarem contra esse crime que ameaça a população”, afirmou.

Para a vereadora Marinor Brito o momento é de mobilização. Ela aproveitou a oportunidade do debate aberto na Câmara Municipal para anunciar o lançamento de uma Frente Parlamentar contra a Privatização da Cosanpa. “Vamos nos unir contra essa medida, porque água é um direito de todos e vamos defender esse direito até o limite das nossas forças”, assegurou a parlamentar

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