sexta-feira ,18 setembro 2020
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Diabéticos terão atendimento preferencial em exames na capital

Foto: Secad.com.br

Hospitais, clínicas, postos de saúde e laboratórios de coleta de sangue, públicos e privados, credenciados ou não à rede municipal de saúde, deverão oferecer prioridade no atendimento aos portadores de diabetes mellitus que venham a fazer exames. O projeto de lei apresentado por Celsinho Sabino (PSC) foi aprovado por unanimidade durante a sessão virtual da Câmara Municipal de Belém desta terça-feira, 14. Segundo o vereador, os pacientes não podem ficar em jejum ou em pé muito tempo, pois podem sentir náusea e fraqueza. “O momento da aprovação do projeto é oportuno. Essas pessoas são do grupo de risco para o coronavírus e merecem a atenção do município”, afirmou.

O projeto é justificado pelos dados da doença no país. Em apenas uma década aumentou em 60% o número de brasileiros que possuem diabetes. São mais de 13 milhões de pessoas, segundo dados do Ministério da Saúde. No Pará, a estimativa de pessoas com diabetes é de 339.571. Isso corresponde a 6,3% da população adulta do Pará, que é de 5.390.02. Em Belém, a estimativa de diabetes é de 68.146, isto é 6,3% da população adulta da cidade, que soma 1.081.683. Os dados são da última pesquisa sobre Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), em 2016. 

De acordo com o projeto, a prioridade se equipara a dos idosos e gestantes. O risco de hipoglicemia afeta os portadores da doença quando em jejum prolongado, visto que o diabetes é uma doença causada pela produção insuficiente ou má absorção de insulina, hormônio que regula a glicose no sangue e garante energia para o organismo. Ainda conforme a proposta, a condição de diabético deverá ser comprovada mediante apresentação de documentos. A rede de serviço que será responsável pela coleta deverá identificar os pacientes para garantir o atendimento prioritário.

Como portador da doença, o presidente da casa falou da dificuldade que é conviver com a doença. Mauro Freitas citou a necessidade de atenção a esse público, cuidados com o tratamento e informações. “O projeto vai ajudar muito os pacientes da nossa cidade”, disse Mauro. Fernando Carneiro (PSOL) afirmou que o projeto cabe nesse momento, visto que é prioridade da Câmara de Belém tratar de medidas referentes ao coronavírus.

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