quarta-feira ,18 setembro 2019
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Dia Internacional da Mulher negra é lembrado na CMB

Na manhã desta quinta-feira, 08, a Câmara Municipal de Belém comemorou, em sessão especial, o Dia internacional da Mulher Negra, Latino-americana, Caribenha e o aniversário de 39 anos do Centro de Estudos e Defesa do Negro no Pará- CEDENPA. A proponente da sessão, vereadora Nazaré Lima (PSOL), iniciou os discursos dizendo que é necessário trazer esse tema pro parlamento porque o preconceito precisa ser combatido e a sociedade e os políticos têm que se unir pra isso. “Temos que nos organizar politicamente. É preciso mais mulheres negras nessa câmara pra defender os nossos direitos”, disse Nazaré.

No último dia 25 de junho foi realizada, em Belém, no bairro do Guamá, uma marcha em defesa da mulheres negras no Pará.  A manifestação teve com tema “Mães negras amazônicas em luta contra o genocídio do povo negro”. Raquel dos Santos, representante da Rede de Mulheres Negras, lembrou a marcha e destacou que o movimento negro no estado é organizado, articulado e por isso consegue alcançar mulheres de todas as idades e classes sociais. “Isso nos ajuda a levar longe a nossa bandeira e nossa luta. Precisamos avançar cada vez mais”, disse Raquel.

Jaqueline silva, representando as mulheres do Psol, destacou que só as mulheres sentem na pele a violência em todas os sentidos, seja na cor ou na classe social. Raquel aproveitou a ocasião para convidar os presentes para o “Encontro Setorial de Mulheres” que será no próximo dia 10, onde será discutido o empoderamento da mulher e a ocupação feminina em locais de debate. “Nós mulheres da periferia estamos sendo assassinadas, violentadas. As nossas famílias estão sendo devastadas. Nossos direitos estão sendo violados. Vamos lutar e nos empoderar. Somos a maioria e temos nossas histórias de vida”, afirmou Jaqueline.

Para o vereador, Fernando Carneiro (PSOL), atualmente, o Brasil é um país que vive um cotidiano de direita, por isso pessoas que lutam por causas como o racismo não são pacifistas e precisam partir para o enfrentamento. O vereador disse ainda que não dá pra concordar e respeitar um governo racista e que não respeita as minorias. “Em todas as políticas e declarações nos somos excluídos e isso tem um peso histórico, causa danos terríveis psicológicos. Num país que tem um grau de diversidade étnica e social tão grande isso não deveria acontecer.

O Pará é maior estado com pessoas negras declaradas no Brasil. O dado foi apresentado por Jucilene Carvalho, representante do Centro de Estudos e Defesa do Negro no Pará- CEDENPA. Junto com as informações, ela afirmou que precisamos fazer uma reflexão sobre o assunto e trouxe uma série de questionamentos.  “O que estamos fazendo para proteger essas pessoas, sejam elas homens ou mulheres? Quais as políticas públicas foram criadas para nós? Não me sinto representada por essa casa, pois só temos uma mulher negra nesse plenário. Vamos nos unir para participar efetivamente da política e exigir mudanças”, concluiu.

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