quarta-feira ,15 agosto 2018
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Debate sobre segurança no trânsito antecipa programação do Maio Amarelo em Belém


Belém é mais uma das capitais brasileiras a incluir no seu calendário oficial de eventos a programação do movimento “Maio Amarelo”, uma iniciativa internacional que tem como principal objetivo chamar a atenção da sociedade para o alto índice de mortes e feridos no trânsito em todo o mundo. No âmbito municipal o projeto de lei que instituiu o “Maio Amarelo” é de autoria do vereador Celsinho Sabino (PSC) e foi aprovado à unanimidade na Câmara Municipal.

Para marcar o início da programação deste ano, Celsinho Sabino realizou na tarde desta quinta-feira,26,no plenário da CMB, uma sessão especial para debater a conscientização sobre a defesa da vida e segurança no trânsito. Especialistas no tema, seja por formação ou por experiência, contribuíram para aprofundar a discussão sobre as principais causas de acidentes de trânsito e as iniciativas que podem ser tomadas para reduzir o índice de mortes e de mutilações decorrentes desses acidentes.

Estiveram presentes a presidente do Tribunal de Contas do Estado, Lourdes Lima; o diretor da emergência do Hospital Metropolitano de Belém, José Guataçara Gabriel; a engenheira de trânsito Maisa Tobias, do Instituto Tecnológico da Faculdade de Engenharia Civil da UFPA; o presidente da Federação Nacional dos Motociclistas Profissionais, Alexandre Felix; a presidente da comissão de Trânsito da OAB-PA, Ana Cristina Louchard; Karim Zaidan, diretor de fiscalização da Arcon; Carlos Valente, diretor da Escola Pública de Trânsito, representando o Detran e o major Pablo Cruz de Oliveira, do Corpo de Bombeiros Militar.

“ Esta sessão tem o objetivo de trazer legitimidade para a lei que criou o Maio Amarelo em Belém e abrir espaço para que juntos possamos discutir alternativas e soluções para os graves problemas de trânsito agravados nos últimos 15 anos devido a um ‘surto de urbanização’em Belém, que resultou no aumento do número de condutores nas ruas enquanto as ações de conscientização foram deixadas um pouco de lado”, avalia Celsinho Sabino. Segundo Sabino o Maio Amerelo foi criado justamente para estimular um “despertar cívico” que leve as pessoas a assumir responsabilidades na redução dos acidentes. “No Brasil ocorrem em média 130 mortes por dia em acidentes de trânsito e pelo menos 1200 ficam feridas. Em Belém, entre 2016 e 2017 foram registrados 10 mil acidentes de trânsito, com 96 mortes. A média foi de 25 acidentes por dia”, relata o parlamentar.

Engajamento

Em sua quinta edição, o Movimento Maio Amarelo este ano tem como tema “Nós somos o trânsito” e mais uma vez propõe o envolvimento direto da sociedade nas ações e na reflexão sobre uma nova forma de encarar a mobilidade. Falhas humanas como imperícia, imprudência e desatenção são as causas de 90% dos acidentes, de acordo com dados divulgados pelo Observatório Nacional de Segurança Viária.

As trágicas consequências por trás das estatísticas fazem parte do dia a dia do diretor da emergência do Hospital Metropolitano de Belém, Guataçara Gabriel. Para ele uma alternativa para mudar esse quadro seria investir em campanhas mais agressivas. ” Nossas campanhas hoje só mostram as perdas materiais de quem se envolve em acidentes. Deveriam mostrar as mutilações e não só as físicas. Falo também da mutilação social que vitima quem, devido a um acidente de trânsito, deixa de ser produtivo, perde sua capacidade de trabalho e de se manter ou manter a família. Seguem-se a isso inúmeros casos de depressão, suicidio, divórcios”, alerta o médico.

A ex-titular da Semob,Maisa Tobias, destacou em seu pronunciamento a resolução da Assembleia Geral das Nações Unidas que em 2010 definiu o período de 2011 a 2020 como a “Década de Ações para a Segurança no Trânsito”. O documento, elaborado com base em estudo daOrganização Mundial da Saúde evidencia a necessidade de se conter o aumento do número de acidentes de trânsito. “São três mil vidas perdidas por dia nas estradas e ruas ou a nona maior causa de mortes no mundo e se nada for feito, a OMS estima que 1,9 milhão de pessoas devem morrer no trânsito em 2020 (passando para a quinta maior causa de mortalidade) e 2,4 milhões, em 2030. Nesse período, entre 20 milhões e 50 milhões de pessoas sobreviverão aos acidentes a cada ano com traumatismos e ferimentos”, reiterou Maisa Tobias.

Falta de formação adequada para os condutores é, na avaliação do presidente da Federação Nacional dos Motociclistas Profissionais, Alessandro Felix, um agravante quando o assunto é acidentes de trânsito, mas afirmou que a categoria não enfrenta esse problema.” Somos 80 mil profissionais e posso garantir que o índice de acidentes envolvendo nossos associados é mínimo. Isso porque todos passam por qualificação e reciclagem regularmente. Motociclista que se envolve em acidentes não é profissional. São os curiosos que acabam comprometendo toda a categoria”, disse Felix.

Para a presidente da comissão de Trânsito da OAB-PA, Ana Cristina Louchard, o compromisso com a redução das mortes no trânsito deve ser de todos.”Essa luta não é minha, não é da Semob ou do Detran.É nossa. As pessoas estão morrendo nas ruas todos os dias. O poder público tem o dever de aplicar os recursos destinados a segurança no trânsito em segurança no trânsito e isso não está sendo feito no Pará”, disse Ana Cristina referindo-se a verbas do programa federal Vida no Trânsito, repassado a estados e municípios. “Não podemos nos calar a isso. Essa casa legislativa inclusive tem o dever de questionar o municipio sobre a aplicação desses recursos. No âmbito do estado a OAB já está se mobilizando para cobrar explicações porque sabemos que os recursos estão parados”, informou a advogada.

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