domingo ,21 outubro 2018
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Debate sobre avanços no atendimento a autistas em Belém atrai grande público à CMB

O jovem Wallace recitou um poema do poeta paraense Paulo Nunes e encantou os presentes na sessão especial.

Há um ano entidades e organizações representativas de pessoas com autismo, familiares, e representantes do poder público reunidos no plenário da Câmara Municipal de Belém discutiam e elencavam as necessidades e os desafios comuns aos autistas. Nesta quinta-feira,5, no mesmo cenário e novamente a partir de proposição do vereador Adriano Coelho (PDT) uma sessão especial foi realizada para apresentar os avanços registrados nesse período e projetar novas metas para ampliar a garantia de direitos da pessoa autista.

Na avaliação do vereador Adriano Coelho, a participação do público, bem mais expressiva nesta segunda sessão especial, é um dos avanços que merece ser registrado. “Isso demonstra que estamos no caminho certo para a conscientização que buscamos, e que as pessoas estão querendo conhecer e entender o autismo”, observa o parlamentar.

Vereador Adriano Coelho destaca avanços na rede municipal no que se refere ao melhor atendimento dos autistas, mas reconhece que muito pode ser feito ainda.

Dentre os demais avanços Adriano relaciona a regularização do sistema de dispensação de medicamentos pela Secretaria Municipal de Saúde que passou a ser mais organizado depois que as famílias receberam todas as informações sobre a distribuição de medicamentos pela Prefeitura de Belém e pelo Governo do Estado. Hoje a família do autista pode pegar sua receita em qualquer unidade de saúde e retirar a medicação no Caps-i, basta ser matriculado no centro. Outra conquista que vai facilitar o dia a dia do autista é o cadastramento biométrico nos ônibus, que será estendido ao acompanhante e mais um membro da família. Na área da Educação o compromisso é garantir que toda criança diagnosticada com o Transtorno do Espectro Autista-TEA, tenha atendimento prioritário e sua matrícula assegurada.

Mikaella Lago Queiroz tem 9 anos e foi diagnosticada com Transtorno do Espectro Autista aos 3 anos e meio. Além do autismo, Mikaella apresenta baixa visão e deficiência sensorial que dificulta seu equilíbrio, tanto que ela só começou a andar sozinha no ano passado.Por causa de suas limitações, Mikaella ainda não estuda.Primeiro ela precisa fazer terapias que estimulem seu desenvolvimento, o que a família vem fazendo com muitas dificuldades na rede particular porque está há quatro anos na fila de espera de instituições que oferecem o serviço gratuitamente,relata a mãe da menina, Suyanna Lago.

Criação da Associação de Mães e Amigos dos Autistas do Pará é mais um avanço na defesa dos direitos dos autistas em todo o estado.

 

Foi para mudar histórias como a da pequena Mikaella que 30 famílias com pessoas autistas formaram um grupo e foram à luta buscar parcerias para a causa. No vereador Adriano Coelho encontraram apoio para transformar o grupo na Associação de Mães e Amigos dos Autistas do Pará-Amaap, uma sugestão do prefeito Zenaldo Coutinho para que o grupo pudesse atuar legal e oficialmente pelas suas reivindicações. Para a presidente da Amaap, Jeronice Coutinho os avanços ocorreram, estão acontecendo. Estão aí a questão dos medicamentos, do atendimento humanizado, do autista dentro do transporte público e também da relação do poder público com as famílias, mas precisamos avançar mais. Podemos melhorar nessa questão das listas de espera para tratamentos primordiais que duram de dois a três anos. E o autismo não espera, principalmente quando esse autismo é severo”, explica Jeronice.

Serviços

Na  área da Saúde, o atendimento aos autistas em Belém é feito pelas coordenações de saúde mental e de atenção à saúde da pessoa com deficiência, da rede municipal.O atendimento à pessoa com diagnóstico confirmado ou não para TEA  começa nas Unidades Municipais de Saúde. Após consulta médica, o usuário é encaminhado para a rede especializada, de acordo com as especificações de seu caso clínico. Atualmente as pessoas diagnosticadas com TEA no município contam com uma rede própria e conveniada para o atendimento tanto médico quanto bucal, de acordo com a linha de cuidados do Ministério da Saúde.  Também há serviços especializados em saúde bucal, oftalmológica e otorrinolaringológica.

Em Educação, na rede municipal de ensino de Belém todos os 2.000 estudantes matriculados com algum tipo de deficiência recebem atendimento especializado no Centro de Referência em Inclusão Educacional Gabriel Lima Mendes (Crie), assim como nas 71 salas de recursos multifuncionais existentes nas escolas. O serviço oferecido disponibiliza atendimentos voltados a psicologia, fonoaudiologia, terapia ocupacional e pedagogia que inclui programas e projetos voltados para cada deficiência, e de acordo com a limitação de cada criança. Dentre os programas e projetos desenvolvidos com os estudantes e  com seus familiares, destaca-se o Programa de Atendimento ao Aluno com o Transtorno do Espectro Autista (Proatea) que faz a avaliação e o atendimento do aluno no próprio centro, no contraturno escolar, além do assessoramento nas escolas, com ações voltadas para sala de aula, visando a inclusão dos alunos com autismo. Ao todo a rede soma 382 estudantes com TEA devidamente matriculados em escolas municipais de Belém, e que participam assiduamente dos atendimentos educacionais especializados (AEE) já apresentando bom grau de evolução.

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