domingo ,23 julho 2017
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Criação de Frente Parlamentar de Saúde Mental é aprovada por unanimidade

O debate começou ainda na terça feira, mas só na manhã de hoje, 22,  os vereadores votaram a proposta do vereador Dr. Elenilson (PTdoB).  Foi unânime, todos aprovaram o projeto de criação da Frente Parlamentar de Saúde Mental e Combate à Dependência Química. “O tema é questão de saúde pública. Vamos encontrar soluções, buscar melhorias. Temos necessidade de trazer pra essa casa de leis a discussão junto com a sociedade civil organizada. Vamos chamar a iniciativa privada, essa parceria é muito importante”, argumentou o vereador.

No debate, testemunhos pessoais alimentaram a discussão. O presidente da Casa, Mauro Freitas (PSDC) disse que a maconha é porta de entrada de outras drogas. “Tenho amigos que foram da Marinha e hoje são dependentes de crack”, relatou. A opinião médica, segundo ele, confirma que a maconha prejudica o cérebro. Freitas salientou que a posição contrária à liberação de drogas como a maconha não se limita a questões religiosas. É um problema de saúde pública que envolve a família.

O vereador Bieco (PR) contou que sua mãe morreu há cinco anos na condição de dependente química. “Passei a infância vendo isso, minha mãe se acabando, vendendo tudo que tínhamos e até a comida para comprar drogas”, declarou.

Dr. Chiquinho (PSOL) sugeriu ao autor do projeto a inclusão de drogas lícitas, como o álcool. “Fui a um aniversário de criança em que o pai comprou caixas e caixas de cerveja. Todo mundo encheu a cara em uma festa infantil”, relatou para ilustrar a necessidade de ampliação do debate sobre drogas no Brasil. Ele lembrou que boa parte dos acidentes de trânsito, brigas e assassinatos são motivados pelo uso e abuso de bebidas alcoólicas. “O álcool é uma droga poderosíssima, muito mais que a maconha, e tem efeitos danosos nas famílias e na sociedade”.

O vereador Fabrício Gama (PMN) encerrou as justificativas de voto dizendo que é preciso buscar uma solução para as famílias que se sentem sem amparo, que estão destruídas pelas drogas. “É um avanço podermos contribuir com para minimizar esse problema. Significa que estamos trabalhando em favor desses dependentes que precisam de ajuda o mais rápido possível”, concluiu.

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