terça-feira ,17 setembro 2019
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Conscientização e segurança no trânsito dão o tom da sessão solene dedicada ao “Maio Amarelo”

O vereador Celsinho Sabino promoveu o debate sobre segurança e defesa da vida no trânsito.

A Câmara Municipal de Belém realizou, na manhã desta quinta-feira ,2, sessão solene dedicada ao “Maio Amarelo”, evento instituído pela lei municipal nº 9341/17,  com o objetivo promover a conscientização e sensibilidade da sociedade em defesa da vida e da segurança no trânsito.

O vereador Celsinho Sabino – autor do requerimento que propôs a realização desta sessão, aprovado por unanimidade – convidou para compor a mesa as seguintes pessoas: Cipriano Sabino de Oliveira Junior, conselheiro e representante do Tribunal de Contas do Estado; Carlos Valente, diretor de Mobilidade da Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana de Belém (Semob); Cilene Sabino, presidente da Federação Nacional das Juntas Comerciais (Fenaju) e presidente da Junta Comercial do Estado do
Pará (Jucepa); Alessandro Félix, presidente estadual da Associação dos Mototaxistas e Motoboys; José Guataçara Gabriel, diretor do Hospital Metropolitano de Belém; Maísa Moreira, coordenadora do programa “Vida no Trânsito” da Secretaria Municipal de Saúde (Sesma); e Nick Piloto, presidente da Associação dos Mototaxistas de Belém.

 

Na condição de proponente da sessão, o vereador Celsinho Sabino deu início aos pronunciamentos agradecendo a presença de todos os presentes e, em particular, dos integrantes da mesa, destacando as suas respectivas funções e “cuja experiência será fundamental para enriquecer o assunto que será tratado neste plenário”, frisou.

Em seguida, Carlos Valente, diretor de Mobilidade da Semob, ressaltou que o Maio Amarelo é consequência do alerta emitido por instituições internacionais, à frente a Organização Mundial de Saúde (OMS), a partir da constatação, apontada por relatórios, de que os acidentes causados pelo trânsito são, hoje, um grave problema de saúde pública. “Somente no Brasil são registradas mais de 50 mil mortes causadas por acidentes de trânsito, número que, devido à subnotificação, deve ser bem maior”, disse.

“No trânsito, além do respeito à legislação, é necessário ainda cultivar a lei das relações humanas, que se traduz na convivência social”, enfatizou. “Neste sentido”, completou Valente, “a Semob desenvolve estratégias e campanhas educativas voltadas para motoristas, ciclistas, motociclistas e pedestres, tendo por meta a preservação da vida no trânsito”.

A sessão reuniu representantes de diversas áreas de atuação no trânsito da capital.

Por sua vez o presidente da Associação dos Mototaxistas e Motoboys, Alessandro Félix, se declarou “radicalmente a favor da fiscalização da categoria que represento, até para diminuir o número absurdo de acidentes de que somos vítimas”, no que foi apoiado pelo presidente da Associação dos Mototaxistas de Belém. Para Nick Piloto, é necessário que os órgãos responsáveis pelo trânsito não só apliquem os treinamentos para a condução
responsável por parte de motociclistas profissionais, “como também ofereçam condições adequadas para o exercício da atividade”.

Representante do Coletivo ParáCiclo, Daniele Queiroz comunicou que o grupo a que pertence tem se empenhado em realizar pesquisas independentes sobre o número de ciclistas que trafegam pela cidade, a fim de fornecer dados que orientem ações específicas dos órgãos encarregados do trânsito. “Apesar da nossa falta de recursos, acredito que nossa pesquisa é importante para preservar a segurança do ciclista no trânsito, e para estimular o uso da bicicleta como meio de locomoção, que é uma atividade não só importante para desafogar o uso do transporte público como
também para a própria saúde de quem a pratica”, assinalou.

Na qualidade de coordenadora do programa “Vida no Trânsito” da Sesma, Maísa Moreira reforçou não só a importância das pesquisas para orientar ações educativas no trânsito, mas a necessidade de qualificação desses dados, a partir da integração dos órgãos e entidades que se beneficiarão de suas interpretações e aplicações.

Da mesma forma, o conselheiro Cipriano Sabino afirmou que o Tribunal de Contas do Estado exerce um papel fundamental na fiscalização “dos procedimentos governamentais voltados para a segurança no trânsito, cuja conscientização envolve desde o poder público, as entidades civis e o cidadão”.

Finalmente, diretor do Hospital Metropolitano de Belém, o médico José Guataçara Gabriel descreveu sua já “larga experiência” no atendimento hospitalar de motociclistas vítimas de acidentes de trânsito, “que hoje significam um dos grandes custos de um hospital como o Metropolitano, em que motociclistas chegam a representar 50% das vítimas atendidas por
acidentes de trânsito”. Segundo Guataçara, a prevenção no trânsito está conjugada a três fatores: “O homem, que deve dirigir com responsabilidade, sem uso do álcool ou de velocidade excessiva; a máquina, que deve ter equipamentos adequados e revisão em dia; e a rodovia, que não raro se apresenta sem acostamento e com sinalização deficitária”.

Fruto dessa experiência clínica, o diretor do Hospital Metropolitano lançou o projeto “Quero andar de moto até morrer, mas não quero morrer andando de moto”, que o tem levado a diversos municípios paraenses, em convênios com prefeituras, ocasião em que transmite “informações, alertas e meios de se adotar comportamentos que contribuam para a prevenção de acidentes, recomendações servem tanto para motociclistas quanto para embasar as ações preventivas das autoridades locais”.

 

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