quinta-feira ,3 dezembro 2020
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CMB repudia indecisão sobre Enem

Foto: Site do Governo Federal

A Câmara Municipal de Belém aprovou durante a sessão ordinária desta terça-feira, 30, moção de repúdio ao Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP), autarquia vinculada ao Ministério da Educação (MEC), pela falta de sensibilidade e pela demora no adiamento das provas do Enem em razão da pandemia do coronavírus. Para o autor do requerimento, vereador Pablo Farah (PL), as autoridades responsáveis pela prova só não mantiveram a data prevista anteriormente por pressão dos alunos e do Congresso Nacional. Ele também criticou a indecisão para a escolha de um novo dia para a realização do exame.

Para Pablo Farah, a aprovação é uma forma dos vereadores de Belém protegerem os estudantes da capital, principalmente os do ensino público. Segundo ele, muitos alunos serão prejudicados por não terem acesso à internet e a plataforma de estudos online durante a quarentena. O parlamentar enfatizou que são mais de 5 milhões e 800 mil alunos inscritos. “A demora no adiamento causou transtornos e ansiedade nesses estudantes. Muitos não têm condições de pagar cursinho particular, logo não teriam bom rendimento na prova. Temos que reduzir a desigualdade social no sistema educacional do Brasil”.

O Exame Nacional do Ensino Médio é usado para avaliar a qualidade do ensino no Brasil e o resultado serve para acesso à universidades públicas e privadas através do Sistema de Seleção Unificado. A prova seria realizada em novembro deste ano, mas depois de muita mobilização estudantil foi suspensa. Uma consulta pública deve decidir as novas datas com a primeira opção para provas em dezembro; a segunda, em janeiro de 2021; a terceira, em maio de 2021.

O presidente da casa, vereador Mauro Freitas (PSDB), destacou que ouviu alguns estudantes sobre o assunto e todos tiveram a mesma opinião. A falta de recursos para alguns e a ausência de mecanismo como computador e internet influenciam muito, além do abalado psicológico de quem perdeu entes queridos e que dependiam financeiramente dessas pessoas. O presidente também questionou se o MEC vai fornecer EPIs, álcool em gel e respeitar o distanciamento social durante a prova. “A mesa diretora da CMB vai assinar um documento que será enviado ao Governo Federal, Ministério da Educação, para que o processo seja revisto”.

O vereador Wilson Neto (PV) afirmou que o Brasil inteiro está acompanhando sucessivos posicionamentos absurdos das autoridades sobre o assunto. Para ele, saber que ainda não tem uma proposta concreta para a prova acontecer de forma segura para os alunos é inadmissível. Nazaré Lima (PSOL) disse que não tem clima reunir milhões de pessoas em um exame em plena pandemia com tantas pessoas morrendo. Fernando Carneiro (PSOL) defendeu uma parceria entre os governos municipal, estadual e federal para que os alunos de baixa renda possam ter internet gratuita para estudar, além de outras formas de se preparar com qualidade sem que a disputa seja desleal com os candidatos de alto poder aquisitivo.

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