sexta-feira ,7 agosto 2020
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CMB pede que a volta às aulas seja a partir de agosto

O autor do requerimento, vereador Mauro Freitas (PSDB).

A Câmara de Belém vai encaminhar à Prefeitura Municipal um documento solicitando que as aulas presenciais das escolas públicas da capital retornem a partir do mês de agosto e com todos os protocolos de segurança exigidos pelo Ministério da Saúde. O envio da solicitação foi aprovado como requerimento nesta quarta-feira, 01, na primeira sessão semipresencial do mês de julho. A autoria foi do presidente do poder legislativo, Mauro Freitas (PSDB).  

Para Mauro, o motivo dos vereadores abrirem mão do recesso parlamentar e estarem trabalhando em julho é justamente para debater assuntos importantes como esse que são de total interesse da população. Segundo o presidente, esse mês será um período em que as medidas de isolamento serão flexibilizadas e o risco de contaminação durante a volta às aulas pode ser maior. “A prefeitura está tendo muita cautela e estudos estão sendo feitos. O motivo do pedido ser para agosto é para que alunos e professores possam se preparar”.

De acordo com o vereador Amaury da Appd (PT), os órgãos responsáveis ainda precisam dar uma resposta quanto a segurança para essa volta, independente do período, respeitando o índice de contaminação. “Por tudo o que já passamos, acredito que em agosto é mais coerente”. Nehemias Valentim (PSDB) demonstrou preocupação, pois na opinião dele a presença do covid-19 ainda é forte e com a reabertura de alguns setores da economia os números voltaram a subir. “É prudente esperar mais um pouco”.

Fabrício Gama (PMN) afirmou que todos os cuidados estão sendo tomados para o retorno com reuniões com as entidades de classe e a Secretaria de Saúde para buscar um entendimento sobre essa data. “O vírus pode chegar nas casa pela farda e infectar os pais, mães, avós. É preciso ter esse cuidado e a responsabilidade de uma discussão séria”. Gleisson Silva (PSB) acrescentou dizendo que as consequências de uma volta sem planejamento podem ser grandes. “Tem que ter prudência. Voltar com cuidado e estratégia. A prefeitura está fazendo isso”.

O vereador Fernando Carneiro (PSOL) informou que o Sinteep, sindicato que representa os trabalhadores da educação pública do estado, não está seguro para a volta. Ele destacou que são 200 unidades de ensino na capital, 70 mil alunos, entre eles crianças, sendo 40 pessoas por sala e questionou como serão mantidas as orientações de segurança, com o distanciamento social. “Por que não voltam de forma gradual? Primeiro os jovens, depois as crianças. Ainda não recebemos um protocolo do executivo”.  

Assim como todos os outros seguimentos voltaram após muitas reuniões, Wilson Neto (PV) afirmou que com a educação não será diferente. “A volta vai ser feita com segurança e quem decide não é o prefeito, nem a Secretaria de Educação, nem o Sinteep. A decisão é dos técnicos, como sempre foi feito e tem dado certo”. Sargento Silvano (PSD) disse que é preciso retomar as aulas, pois os alunos precisam do conteúdo para não perder o ano letivo, mas que isso precisa ser feito com segurança.

Participando via internet, Rildo pessoa (PTB) considerou o tema educação muito importante de ser tratado, pois o assunto abrange milhares de pessoas, incluindo crianças. “É preciso definir uma estratégia e enviá-la para CMB para que possamos acompanhar de que forma isso será feito e avaliar se vai ter contaminação nas escolas.” Para Simone Kahwage (Cidadania), a prefeitura não é irresponsável de fazer o retorno sem um estudo. “O executivo está cauteloso, assim como os pais também estão preocupados e os professores. Estamos aqui em julho para apoiar esse retorno.”

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