domingo ,5 julho 2020
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CMB pede a inclusão de mais servidores no “Abono Pandemia”

O autor do requerimento, Fernando Carneiro, durante a defesa da proposta.

No dia 12 de maio, a Prefeitura de Belém divulgou que iria pagar o chamado “abono pandemia” no valor de 30% para alguns servidores do município que estão na linha de frente no combate à pandemia do coronavírus, como médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem que trabalham na urgência e emergência. O anúncio chamou a atenção do vereador Fernando Carneiro (PSOL) que em forma de requerimento, durante a primeira sessão semipresencial da história da CMB nesta terça-feira, 02, solicitou a inclusão de outros funcionários que estão em constante perigo nos hospitais e Upas da capital. Aprovado à unanimidade, o pedido será encaminhado ao Prefeito e ao Secretário Municipal de Saúde.

De acordo com o autor da proposta, não tem lógica criar abono só pra uma categoria e não contemplar outros que estão expostos, a exemplo de fisioterapeutas, maqueiros, nutricionistas e assistentes sociais. Fernando disse que a intenção é valorizar todos os servidores e afirmou ainda que ao contrário do que dizem muitos vereadores, a CMB pode ajudar autorizando que a prefeitura reveja a capacidade de remanejamento do recurso já aprovado em plenário. “A gratificação deve ser dada a todos os servidores. A suspensão do precatório também deve ser feita de forma selecionada sem prejudicar ninguém”.

 Joaquim Campos (MDB) ressaltou que os profissionais da segurança pública deveriam ser incluídos, pois estão sendo muito afetados. “A violência continua e essa pessoas não pararam de trabalhar”, pontuou Joaquim. Pablo Farah (PL) lembrou que muitos policiais morreram vítimas do vírus e que por isso deveriam ser incluídos também, mas disse que para que seja debatida a questão da remuneração é preciso planejamento.“Sem fazer politicagem, vamos pensar em uma forma viável de ajudar e levar a discussão para o executivo. Sou policial e sei o quanto meus colegas estão se dedicando”, afirmou Pablo.

Durante a primeira sessão semipresencial da CMB alguns vereadores acompanharam do plenário e outros via internet.

O presidente da Câmara Municipal de Belém, Mauro Freitas (PSDB), iniciou o discurso parabenizando os vereadores por fazerem parte da primeira Câmara do Brasil que já voltou aos trabalhos em plenário. Sobre o tema do requerimento, Mauro ressaltou que o assunto é muito importante e destacou que é preciso responsabilidade para debater essa questão. “A câmara tem estado lado a lado dos servidores e da população, mas infelizmente não tem como “jogar pra galera” uma situação dessa. Não é simples desfalcar outros setores. Antes de qualquer remanejamento de recurso é preciso fazer um estudo”, disse o presidente.

Gleisson Silva (PSB) se posicionou dizendo que não vai ser irresponsável de dizer que tem bonificar, que os servidores merecem e mandar o prefeito, o governador e o presidente se virarem pra pagar. “Não to aqui dizendo que não merecem. Apenas peço responsabilidade”, completou. Zeca Pirão (MDB) ponderou que antes de apresentar uma proposta é preciso saber se é possível por em prática o pedido. “Temos que nos perguntar. Quais os recursos temos? Isso vai prejudicar algum setor? Fazer gracinha com o dinheiro da população não dá”, afirmou Zeca.

Acompanhando de casa, Fabrício Gama (PMN) destacou que gostaria que todos pudessem ter aumento salarial e pontuou que fosse sugerida a fonte de onde tirar o dinheiro. O vereador também lembrou que a prefeitura deixou de arrecadar 38% no valor dos impostos que não foram pagos pela população por conta da pandemia. “Temos que ser justos e achar um bom mecanismo para que isso aconteça”, encerrou Fabrício.

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