sábado ,23 setembro 2017
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Círio de Nazaré é reconhecido como patrimônio cultural de Belém

Na sessão desta quarta-feira, 31, foi aprovado, com veto parcial, o projeto de lei, de nº 047/2015, de autoria do ex-vereador Victor Cunha, que reconhece como patrimônio cultural da cidade de Belém a procissão do Círio de Nossa Senhora de Nazaré. O projeto abrange as romarias rodoviárias e fluvial, a procissão da Trasladação, a procissão do Círio, o Recírio, a Berlinda, a Corda dos promesseiros, bem como o Auto do Círio.

O veto parcial do Executivo municipal, aprovado com 25 votos favoráveis e dois contrários, incide sobre o inciso X do artigo 1º, que propunha a inclusão da Festa da Chiquita como elemento essencial dos festejos religiosos. Conforme a justificativa, esse reconhecimento proposto pelo referido inciso “não seria tecnicamente correto”, razão pela qual, enfatiza o prefeito em seu veto, é “mais prudente e coerente deixar a citada festividade excluída da lei, uma vez que ela não faz parte da programação oficial do Círio”. Para o vereador Fabrício Gama (PMN), que concordou com o veto, é preciso obedecer as regras da igreja. “Sou a favor do que diz a diretoria e a arquidiocese que organizam essa festa tão grandiosa e importante pra nossa cidade”.

A vereadora Marinor Brito (PSOL) criticou o veto enfatizando que o Círio é um patrimônio Nacional e não uma briga de religião ou poder. “Uma coisa é ter uma comissão organizadora, outra coisa é querer tomar conta do movimento político cultural que o círio traz pro mundo. Não é só o catótico que reuni a família pra festejar. Evangélicos também participam e outras pessoas também podem partilhar disso”. Igor Normando (PHS) disse que “não existe algo mais representativo da nossa diversidade cultural do que o Círio de Nazaré. E a festa da chiquita é uma expressão disso”, defendeu.

Por sua vez, Zeca Pirão (SD) completou que respeita o empenho do artista Eloy Iglesias a frente do evento mas que não vê a festa como parte do círio, acompanhando a justificativa do veto. “Tudo bem que a festa da chiquita acontece no mesmo período do círio, mas acho que acaba destoando do clima de fé da época”, encerrou Zeca.

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