domingo ,21 outubro 2018
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Sessão especial lembra o Dia Nacional do Surdo

Nesta terça feira, 26, uma sessão especial comemorou o Dia Nacional do Surdo no plenário Lameira Bittencourt da Câmara Municipal de Belém. A discussão reuniu representantes do poder público, UFPA, organizações não governamentais e universitários. A inclusão social, superação de desafios e a criação de políticas públicas centralizaram o debate.

Abrindo os discursos da sessão proposta pelo vereador Toré Lima (PRB), Arthur Lobo, representando o governador em exercício, desembargador Ricardo Nunes, destacou o setembro azul, mês em que a luta por mais escolas bilíngues é reforçada para que alunos surdos e ouvintes possam aprender e crescer juntos. Ele também falou que a data é para ser comemorada pelos avanços da oftalmologia, tratamentos fonoaudiológicos e pela criação de centro de inclusão que foi inaugurado em maio no estado, o único do Brasil e mais moderno no atendimento a pessoas com deficiência.

Na rede de ensino do município existem mais de 2600 pessoas com deficiência matriculadas regularmente.  Destes, 56 são surdos. Para a coordenadora do Centro de Referência e Inclusão Educacional da Secretaria Municipal de Educação, Denise Costa, o maior desafio é romper as barreiras do preconceito. A coordenadora da Unidade Especializada , Neuzilene Rodrigues, acrescentou que é preciso também romper as dificuldades da comunicação, já que tem até lei que obriga as instituições a ter pessoas preparadas para proporcionar a inclusão de alunos.

De acordo com Isabel Negrão, representante do curso de pedagogia bilíngue da UFPA, mais de 22 pessoas surdas foram aprovadas no curso, o que para a universidade gera muita satisfação e mostra capacidade que essas pessoas têm de entrar em uma universidade, permanecer lá e entrar no mercado de trabalho.”É um curso desafiador que mostra que é possível incluir essas pessoas na sociedade, que eles são iguais a todos e principalmente que a linguagem de sinais e tão importante quanto a língua portuguesa”, ressaltou Izabel.

Andréa da Silva, coordenadora do programa “Acessar” da Universidade Federal Rural da Amazônia, completou dizendo que a data é para celebrar as lutas e conquistas da comunidade. Segundo ela, em 2013 a UFRA iniciou um processo de inclusão de pessoas surdas com curso de Letras e Libras, mesmo não tendo nenhum aluno com a deficiência na universidade. “Existe a necessidade do convívio social. Essas pessoas precisam ser notadas. Sempre usamos a palavra superação, mas ela só existe nesse caso porque nós impomos dificuldades para os surdos. A universidade tem um papel fundamental de desenvolver projetos e ajudar na facilitação da vida dessas pessoas”.

 

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