domingo ,23 fevereiro 2020
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25 anos da Academia Paraense de Jornalismo é comemorado na CMB

Foi em Outubro de 1994, no terraço da residência do jornalista Donato Cardoso, que foi fundada a Academia Paraense de Jornalismo. Lá também foram escolhidos os seus primeiros quarenta membros e aprovados os estatutos. Durante os 25 anos de existência, nove jornalistas já ocuparam o cargo de presidente. Todos levantam bandeiras como a defesa da liberdade de imprensa e o pleno exercício da cidadania, além de aproximar cada vez mais a Academia da sociedade, promovendo o estreitamento de relações com os diversos segmentos sociais.

Para comemorar a data o presidente da casa, Mauro Freitas, propôs a sessão especial realizada nesta quarta-feira, 27. O vereador falou da honra em poder prestar homenagem àqueles que vêm pautando o mundo e que têm responsabilidade com a informação. Ele contou que faz parte da sua rotina antes de sair para o trabalho se informar por meio de jornais impressos, televisão e sites de notícia. Mauro criticou a Medida Provisória 905 do governo federal, que extingue a exigência do registro profissional para o exercício da profissão, e defendeu a importância da formação e valorização jornalística afirmando que atualmente, muitas pessoas fornecem informações sem ter a competência pra isso ou são blogueiros ligados a partidos políticos criadores de “fake news”. Ele também ressaltou que, como gestor da Câmara de Belém por dois mandatos consecutivos, fez questão de construir um espaço para a categoria, oferecer qualidade de trabalho e conforto para os profissionais da área que vêm até a casa. “Não podemos deixar que essa MP venha prejudicar uma categoria tão importante para a nossa sociedade”, afirmou.

A presidente da Academia Paraense de Jornalismo, Franssinete Florenzano, ressaltou que mais do que festejar a longevidade da Academia, trata-se de importante marco de aproximação do Poder Legislativo com os jornalistas que junto com os parlamentares têm a missão de cuidar do interesse público e social. A presidente destacou a honra em falar da tribuna que homenageia o jornalista João Marques, que foi presidente do sindicato da categoria. A jornalista e advogada também falou da sinalização positiva por parte da prefeitura de Belém para firmar uma parceria no projeto de criar um centro cultural para a realização de eventos educativos, artísticos e culturais da Academia junto com Sinjor-PA e a Abrajet-PA. “Tudo podemos, unidos e imbuídos da paixão pela verdade, pela história e pela profissão, focados nas responsabilidades perante a sociedade. Muita emoção neste dia memorável”, disse Franssinete.

O vice-presidente da APJ, Célio simões, falou emocionado do privilégio de participar da idealização, fundação da Academia e desde então ter acompanhado o trabalho que vem sendo feito. Ele registrou agradecimentos pela sensibilidade do presidente da CMB em ressaltar e demonstrar como vem prestigiando a classe dos jornalistas em uma época preocupante para a classe. “Até hoje não foi revogada a lei que dispensa o diploma de jornalismo. Agora veio essa Medida Provisória. Vivemos a era da pós-verdade. Notícias irresponsáveis, destruição de reputação por pessoas mal intencionadas que se passam por jornalistas. Almejamos tempos melhores”, declarou.

“O homem é um ser que não pode viver sem a comunicação. A impossibilidade de se comunicar nos faz sentir como no inferno”. A frase foi pronunciada por Walbert Monteiro, representando o Instituto Histórico e Geográfico do Pará. Para ele a comunicação, dependendo da maneira como for processada, pode unir e desunir, construir e destruir, informar e desinformar. Ele ressaltou que acima de tudo o jornalista tem que ter princípio, respeito, ética e ser inteiramente responsável pelo poder de promover a comunicação de forma que o fato seja interpretado pela sociedade da maneira mais correta possível. “O tempo é de radicalização ideológica, posturas nada convencionais, fatos que são apresentados nas mais diferentes versões e têm prejudicado o nosso trabalho. O poder das mídias sociais e fake news faz com que a sociedade fique confusa e não saiba distinguir a verdade da mentira”.

Ao final da sessão foram entregues 30 certificados a membros da Academia Paraense de Jornalismo que se destacaram ao longo dos 25 anos de fundação. O presidente da casa também se comprometeu em dar entrada ao pedido de Título de Utilidade Pública para APJ.

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